DOENTES DO HOSPITAL DE CASCAIS NÃO SÃO ATENDIDOS NO HOSPITAL DE CASCAIS
Dez 9, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Interesse Público, Saúde
O Bloco de Esqu
erda de Cascais tem acompanhado atentamente o processo de construção do novo Hospital de Cascais em Alcabideche. Desde a celebração do contrato entre o Ministério da Saúde (através da Administração Regional de Saúde) e o grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP), cujo valor ascende, neste primeiro período de dez anos, a 400 milhões de euros, que o BE Cascais vê com inquietação a situação dos utentes que recorrem ao Hospital de Cascais.
Tomámos conhecimento de que existem, diariamente, doentes internados no Hospital de Cascais que se deslocam ao HPP das Lusíadas, a fim de efectuarem exames como TAC, Ecografias e até Raio X. Ao que parece, é frequente a deslocação de doentes, independentemente do seu estado de saúde, depois de chegados ao Hospital de Cascais, esperarem, serem atendidos, serem colocados em ambulâncias, levados para Lisboa, aí serem tratados em condições que não se afiguram as mais indicadas, e depois, novamente trazidos de ambulância para Cascais. Utentes das consultas externas são encaminhados para o HPP, a fim de fazerem ali os respectivos exames
médicos prescritos, doentes internos dos cuidados intensivos em Cascais também, doentes ligados a máquinas, doentes deitados em macas nos corredores, doentes em pé à espera para serem atendidos, e à espera para serem levados de volta…Tudo isto os doentes que são deslocados para o HPP das Lusíadas têm de passar para receber os cuidados de saúde a que têm direito. Para além das deslocações destes doentes, muitos em estado muito grave, ainda ficam longos períodos à espera, a fim de voltarem ao Hospital de Cascais.
O Bloco de Esquerda sabe que estes procedimentos advêm da alteração do estatuto do Hospital de Cascais e das parcerias existente com os hospitais privados. Acreditamos que se o Hospital de Cascais continuasse a ter uma gestão pública, como defendemos que devem ser geridos todos os sectores que constituem pilares básicos na vida das pessoas, esta gestão seria mais próxima dos utentes, sancionada pelos mesmos, e melhorada com vista à melhor prestação de cuidados de saúde, que deve ser a função única dos Hospitais. Não sendo o que se passa com o Hospital de Cascais, o Bloco de Esquerda condena veementemente que, face à ausência de alternativas públicas para cerca dos 230 mil habitantes que recorrem aos cuidados deste Hospital, estes utentes se encontrem obrigados à enorme violência que representam estas deslocações, como se já não bastasse a situação de ter a saúde debilitada, o que não permite que se vislumbre objectivos futuros de centralização no doente e maior humanização na prestação destes cuidados.
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No Hospital de Cascais HPP (gestão privada) os funcionários aguardam há vários meses pelas comparticipações que lhes são devidas pela ADSE
Dez 9, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho, Interesse Público
O deputado do BE João Semedo apresentou, em 4 de Dezembro, na Assembleia da República, um conjunto de perguntas ao Ministério das Finanças e da Administração Pública:
- Como justifica o Ministério o atraso verificado no pagamento das comparticipações devidas aos funcionários do Hospital HPP Cascais?
- Pode o Governo garantir que a gestão privada do Hospital de Cascais não está a reter indevidamente aquelas comparticipações?
- Quando poderá o Ministério garantir esse mesmo pagamento?
Pode ler todo o requerimento aqui.
Comparticipações ADSE em falta aos trabalhadores do Hospital Cascais
SNS: Carta de direitos de acesso em vigor há 1 ano
Dez 6, 2009 Interesse Público, Política, Saúde
Serviço Nacional de Saúde:
A Carta de direitos de acesso aos cuidados de saúde pelos utentes do SNS está em vigor há um ano. Foi um projecto de lei do BE que o Parlamento aprovou em 2007, no final da sessão legislativa.
A Carta impõe que o governo defina os tempos máximos de resposta garantidos para todo o tipo de cuidados de saúde sem carácter de urgência como, por exemplo, as consultas, os exames e as cirurgias.
A Carta obriga os hospitais e centros de saúde a estabelecerem e divulgarem os seus próprios tempos de resposta que, obviamente, não podem exceder os indicados na portaria do governo.
Assim, a realização de uma consulta num centro de saúde pode demorar no máximo 15 dias. Se for num hospital, entre 30 a 150 dias, em função de ser muito ou pouco prioritária. Para uma cirurgia, o tempo de espera pode variar entre 72h e 270 dias, também conforme a urgência da sua realização.
BE protesta contra longas deslocações para o HPP Lisboa
Dez 6, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Interesse Público, Saúde
O BE protesta contra longas deslocações para o HPP de Lisboa, quando os doentes têm de efectuar exames de Imagiologia, os quais podem ser efectuados, até que o novo Hospital de Cascais disponha desses exames, em outros serviços privados em Cascais, tais como o Hospital CUF ou como o IMI.
O BE considera tratar-se de uma falta de consideração pela saúde precária os doentes internados e externos de Cascais enviá-los para Lisboa, em horas de caminho e de espera nos corredores, quando podem realizar estes exames sem mais essa perturbação à sua tranquilidade.
HOSPITAL DE CASCAIS ENVIA OS SEUS DOENTES PARA O HPP DOS LUSÍADAS, NO ALTO DOS MOINHOS
Dez 1, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Política, Saúde
Há internados em Cascais com doenças graves nos corredores dos Lusíadas à espera de… um RX! O envio de doentes acamados e internados, ou mesmo da consulta externa, do Hospital de Cascais para o Hospital HPP dos Lusíadas, em Lisboa, a fim de realizarem exames complementares de saúde (TAC, Ecografias, RX e outros exames de imagiologia) é uma violência desnecessária e abusiva sobre as pessoas já fragilizadas pela doença! Leia o resto desta entrada »
O Bloco de Esquerda denunciou na Assembleia Municipal de Cascais de 27-11-2009, esta vertente na prestação de serviços de cuidados de saúde do actual Hospital de Cascais, sob a gestão do HPP (Grupo CGD) desde o início de 2009: apesar das anunciadas melhorias neste e nos serviços de urgência do futuro edifício do Hospital de Cascais, observamos este atentado ao direito à Saúde.
O serviço do HPP dos Lusíadas, hospital privado, parece ter-se vindo a degradar ao ponto de se criarem filas de cerca de 20 doentes, em pé, a aguardar a sua vez para a inscrição nos exames e de se observar escassez de funcionários administrativos neste serviço. Um simples sistema de senhas, que existirá num Hospital considerado “topo de gama”, é actualmente inexistente! Quanto aos acamados enviados pelo Hospital de Cascais, permanecem nos corredores do “luxuoso” HPP dos Lusíadas longas horas a aguardar a sua vez para os exames, seguidas de nova espera pelo transporte de regresso ao internamento em Cascais.
Cimeira Ibero-Americana: “A Scotturb não sabe de nada”
Dez 1, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Transportes
A Cimeira Ibero-Americana trouxe o caos ao trânsito em Cascais e no Estoril. Centenas de carros parados nas estradas, pessoas impedidas de chegar ao seu trabalho a horas. Os autocarros também não passam. A empresa de transportes Scotturb não terá sido oficialmente avisada do evento, nem dos percursos cortados para estudo e aviso antecipado ao público. É estranho que não tenham, pelo menos lido jornais e tomado a iniciativa de perguntar à GNR ou à PSP. E assim se defendem os interesses dos munícipes de Cascais…”
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