Governo mantém recusa em encontrar responsáveis pelo desastre ambiental na lixeira de Trajouce
Jan 24, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Ambiente
Em resposta a um requerimento da Deputada Rita Calvário, a Ministra do Ambiente esclareceu que mantém a recusa do seu antecessor em tomar medidas que permitam encontrar os responsáveis pelo desastre ambiental ocorrido na lixeira de Trajouce.
O Bloco de Esquerda lamenta que o manto de silêncio em torno deste desastre ambiental não seja levantado e continuará a pugnar pelo esclarecimento cabal de todo o mistério em torno da Tratolixo e da lixeira de Trajouce.
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COMUNICADO DE IMPRENSA DO BLOCO
Governo mantém recusa em encontrar responsáveis pelo desastre ambiental na lixeira de Trajouce
Em resposta a um requerimento da Deputada Rita Calvário, a Ministra do Ambiente esclareceu que mantém a recusa do seu antecessor em tomar medidas que permitam encontrar os responsáveis pelo desastre ambiental ocorrido na lixeira de Trajouce
O depósito indiscriminado, durante mais de 10 anos, de cerca de 150 mil toneladas de resíduos em Trajouce pela empresa intermunicipal de resíduos sólidos urbanos Tratolixo, gerou uma lixeira incontrolada e um problema ambiental grave em termos de contaminação de solos e de águas subterrâneas.
Desde que esta situação foi revelada, em Abril de 2009, que o Bloco de Esquerda tem vindo a defender a necessidade de realização de uma auditoria independente à Tratolixo, para que sejam apuradas responsabilidades de 20 anos de ilegalidade e má gestão da empresa intermunicipal.
O anterior governo nada fez para encontrar os responsáveis pelo sucedido, não mostrando determinação em pedir contas às autarquias de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra. No entanto, o plano de reconversão ambiental anunciado para remediar os custos ambientais das ilegalidades cometidas, será pago pelos contribuintes e terá o custo de vários milhões de euros.
É pois incompreensível que o actual governo continue a ser pouco exigente perante a má gestão de resíduos e esta atitude anuncia o falhanço da vasta operação de fiscalização anunciada pelo Ministério, em Dezembro, das empresas que operam nesta área.
O Bloco de Esquerda lamenta que o manto de silêncio em torno deste desastre ambiental não seja levantado e continuará a pugnar pelo esclarecimento cabal de todo o mistério em torno da Tratolixo e da lixeira de Trajouce.
22 de Janeiro de 2010
Bloco de Esquerda de Cascais, Oeiras e Sintra
Petição pelo alargamento do acesso ao subsídio de desemprego
Jan 17, 2010 Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público

Aceda e assine a petição em www.esquerda.net/desemprego
Tags: Desemprego, Emprego
Comunicado de Imprensa
Jan 11, 2010 Saúde
O BE denuncia novas investidas de economistas “liberais” para acabar com os serviços públicos de Saúde e Educação: apesar de há poucos dias ter saído a notícia de que as EPE (Entidades Públicas Empresariais, criadas para a gestão hospitalar pelo Ministério da Saúde) conseguiram o “brilhante” número de 218 milhões de euros em prejuízos em apenas 9 meses, alguns economistas vieram descaradamente defender a privatização de escolas e hospitais para reduzir o défice público!
A Ministra da Saúde, na sua tomada de posse há quase um ano atrás, declarara a suspensão da gestão de privados em hospitais públicos, mantendo-a apenas nos casos em que o concurso estava lançado, em Cascais, Loures, Braga e Vila Franca; política esta recentemente reafirmada pelo secretário de Estado da Saúde, ÓscarGaspar que, no entanto e contraditoriamente, se congratulou agora com a parceria público-privada com o grupo Espírito Santo Saúde (ESS) para construção e gestão clínica do novo hospital de Loures! Também para o Hospital de Cascais, a abrir brevemente, permanece a figura de gestão público-privada, neste caso com a HPP-Saúde do grupo CGD: aguardemos que o Ministério da Saúde previna logo de início qualquer falha na qualidade do serviço público ou nas contas.
Na verdade a insistência na privatização de sectores fundamentais, que a Constituição Portuguesa define como devendo ser tendencialmente gratuitos, têm introduzido na economia portuguesa progressivas alterações que violam sistemática e metodicamente esses princípios.
O Bloco de Esquerda defende que o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública têm de ser reforçados e defendidos como suportes do bem-estar da população. A ideia de que a privatização poderia melhorar a qualidade de prestação de cuidados de saúde ou de educação é uma falácia que só interessa a grupos de interesses, bem instalados no poder económico e político português. Os números oficiais dos prejuízos dos EPE comprovam-no, se não bastasse a constatação pelos utentes de que nas urgências do antigo edifício do Hospital de Cascais (há um ano já sob a gestão da HPP) se deixam os utentes muitas horas em espera, por vezes mesmo sozinhos em salas de tratamento após a triagem sem qualquer vigilância médica ou de cuidados de enfermagem! Ou quando são enviados para o HHP Lusíadas onde os aguarda um atendimento desorganizado no serviço de Imagiologia…
O BE apela a que os utentes do Hospital denunciem todas as situações menos claras ou lesivas, de modo a que consigamos exigir melhor Qualidade no novo Hospital de Cascais.
Tags: Gestão Hospitalar, Hospital
A nossa vida não é um tabuleiro do monopólio!
Ainda mais buracos financeiros????
Privatizar Hospitais para reduzir défice???
Não chegam 218 milhões de euros de prejuízos em apenas 9 meses???
Surgiu a informação noticiosa que, para reduzir o défice público, um grupo de economistas defende a alienação do que resta do património público, assim como a privatização de escolas e hospitais!
Mas se ainda há poucos dias (*1) nos informaram que as EPE (Entidades Públicas Empresariais, criadas para a gestão hospitalar pelo Ministério da Saúde) conseguiram o brilhante número, em prejuízos, de 218 milhões de euros , em apenas 9 meses?!
E se o Governo ainda em Dezembro injectou 70 Milhões de Euros (*2) em EPE para que pudessem fazer face às despesas imediatas, pagar aos fornecedores?!!
Mas será assim tão difícil perceber que a saúde não pode dar lucro? A não ser que o Estado (nós!) paguemos esses lucros para sustentar as empresas privadas de saúde? Ou as “público-privadas”? Que os métodos de gestão eficientes não são propriedade exclusiva de privados? (e quantas vezes ocorre o oposto!)
Gestão Privada na Saúde? Negócios! Pretendem “lucros” que mais não são do que desvios dos dinheiros públicos. Dos nossos Impostos.
Tags: EPE, Hospital, HPP, Património, Saúde
Comunicado de Imprensa: afinal como fica a unidade de Oncologia no Hospital de Cascais?
Jan 4, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Interesse Público, Saúde
O Bloco de Esquerda vê com apreensão o destino da unidade de cuidados Oncológicos do Hospital de Cascais, dado que as últimas notícias continuam pouco claras quanto aos procedimentos futuros sobre esta matéria.
Em 2008, aquando o lançamento da construção do novo Hospital de Cascais o presidente da CMC, António Capucho, mostrou-se indisposto com o facto da Unidade de cuidados Oncológicos não ter sido contemplada no contrato de gestão assinado com a HPP, facto para o qual a população de Cascais e os médicos da unidade de oncologia já haviam alertado e protestado com o apoio do BE.
Há cerca de um ano o presidente da Administração da HPP – Saúde afirmava ao Público que perante as graves ilegalidades enunciados pelo Tribunal de Contas, nomeadamente a ausência de uma unidade de oncologia no novo Hospital de Cascais, fizeram um protocolo à parte em que disponibilizaram instalações e recursos humanos para a terapêutica, sendo que os médicos serão os contratados pelo Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
O BE questiona o que irá acontecer à actual equipa de médicos que constituem a valência oncológica do Hospital de Cascais e, simultaneamente, interroga-se sobre o quadro de contratação destes médicos, uma vez que já existe um outro protocolo cuja renovação é anual. Estas formas de subcontratação, inimigas da tranquilidade requerida para obtenção do melhor desempenho, geram instabilidade nas equipas médicas. Também afectam o doente oncológico que, frágil física e emocionalmente, necessita encontrar junto do seu médico o apoio e confiança ao longo dos anos de tratamento e cuidado continuado.
BE Cascais, 2010-01-04
Um ano novo com mais justiça
Jan 3, 2010 Interesse Público, Política
1. Mais emprego com menos precariedade. Se é o problema principal do país, arregacemos as mangas. Governo e oposições, presidente e sociedade serão competentes se ajudarem a resolver a questão essencial. E não há outra forma senão a melhor distribuição. em vez de empresas com lucro despedirem, devolverem; em vez de horários de 60 horas, mais distribuição de trabalho; em vez de precariedade, qualificação.
2. Justiça a tempo. Que cumpra os prazos. Que seja igual para todos. Que abra os olhos e puna o crime económico.
3. Política com ideias e projectos. Quando temos um governo desesperado com a falta de maioria absoluta, um presidente em campanha eleitoral, instituições com pouca credibilidade, demagogia comunicacional, populismo à solta, mais necessária se torna uma politica quente, de pessoas, de direitos, de deveres, de participação, de empenho desinteressado, de causas e de valores.
Crise e Abuso
Jan 3, 2010 Interesse Público, Política
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| 03-Jan-2010 | |
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Um ano de abusos. Na banca, quer dos gestores do BPP e do BPN, quer do governo que descarrega sobre os contribuintes o custo dos sucessivos avales e financiamentos públicos para tapar o buraco de bancos “assaltados” e sem futuro. Abuso nas empresas, que o novo código do trabalho facilita: precariedade, baixos salários, encerramentos, falências e despedimentos selvagens, em muitos casos usando a crise como pretexto. Abuso nos negócios, que o recente caso Face Oculta ilustra com particular nitidez, num país onde a corrupção alastra perante a tolerância do partido do governo. Abuso dos responsáveis europeus, impondo o Tratado de Lisboa à revelia da vontade dos europeus. Abuso da NATO e da administração norte-americana, arrastando o mundo para guerras de ocupação no Iraque e no Afeganistão. Abuso de uma maioria absoluta, internamente, autoritária e arrogante com os portugueses, externamente, subserviente perante Bruxelas e Washington. Crise. Crise económica: estagnação e recessão, quebra acentuada do PIB. Crise social: mais de meio milhão de desempregados, taxa de desemprego batendo todos os recordes, dois milhões de portugueses vivendo abaixo do limiar da pobreza. Crise na justiça: lenta, inacessível, permeável a pressões, protectora dos poderosos. |



O ano de 2009 girou entre duas palavras: crise e abuso.

