Bloco propôs auditoria à empresa intermunicipal de tratamento do lixo
Assembleias de Cascais Sintra e Oeiras divididas na fiscalização da Tratolixo
Os deputados municipais do Bloco de Esquerda em Cascais, Sintra e Oeiras apresentaram recentemente, nas respectivas Assembleias Municipais, moções com o objectivo de que sejam apuradas as responsabilidades na má gestão da gestão da Tratolixo, a empresa intermunicipal de tratamento dos resíduos de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra, onde as respectivas Câmaras são accionistas e têm participação na gestão dos seus administradores.
Nas moções subscritas pelo Bloco constavam propostas concretas para apurar responsabilidades sobre o grave atentado ambiental cometido no Ecoparque de Trajouce e impor transparência na gestão da Tratolixo.
Não deixa de ser curioso, que na votação destas moções as assembleias municipais destes concelhos tenham tido diferentes posições.
A Assembleia Municipal de Cascais chumbou todos os pontos da moção do Bloco de Esquerda, tendo o mesmo sucedido em Sintra. Já em Oeiras a Assembleia Municipal reconheceu a importância da proposta do Bloco e a moção foi aprovada.
Esta diferente postura, entre municípios, não pode deixar de ter consequências políticas.
Em Sintra e Cascais, PSD-PP, o PS e CDU votaram contra esta proposta, demitindo-se claramente da sua responsabilidade pública de zelar pelo rigor, responsabilidade ambiental e transparência no tratamento de resíduos urbanos municipais e na gestão da Tratolixo.
O Bloco propôs a realização de uma auditoria interna à Tratolixo, por parte de uma entidade independente, e a criação de uma Comissão de Acompanhamento Local do Ecoparque de Trajouce, envolvendo representantes autárquicos e de associações locais.
Ao chumbarem a proposta, Sintra e Cascais assumem uma inaceitável cumplicidade perante um gravíssimo atentado ambiental, que há 20 anos é praticado no Ecoparque de Trajouce.
Os munícipes têm o direito de saber o que se passou na gestão do Ecoparque de Trajouce durante estes anos todos e exigir responsabilidades e transparência. Esta continuará a ser a exigência do Bloco de Esquerda.
O Bloco não pode deixar de denunciar esta forma de actuação dos municípios de Sintra e Cascais, que só pode ser explicada tendo em conta a necessidade de ocultar as suas responsabilidades neste processo.
Não compreendemos o receio dos quatro partidos que compõem o executivo das duas autarquias em apurar responsabilidades e reforçar os mecanismos de fiscalização municipal.
Afinal, o que é o PSD, PP, PS e CDU nas câmaras de Sintra e Cascais, têm medo que se saiba?



Deixe uma resposta