DEBATE NA “CULTRA” CONTRIBUI COM PROPOSTAS E IDEIAS ALTERNATIVAS NO COMBATE À CRISE
Fev 28, 2010 Cultura, Política
Activistas, sindicalistas, deputados e militantes de diversos sectores da esquerda, mostraram este fim-de-semana em Lisboa, que existem medidas para enfrentar a crise sócio-económica, que constituem verdadeiras alternativas às que vêm sendo adoptadas pelo actual governo.
Os presentes nesta iniciativa da Cooperativa Cultural CULTRA, mostraram-se concordantes na rejeição das políticas de que acarretam o sacrifício económico e social dos sectores sociais mais frágeis e desfavorecidos.
Respondendo ao tema «O que fará um governo de esquerda socialista», a Cooperativa Culturas do Trabalho e Socialismo, reuniu personalidades de várias áreas, como o dirigente da CGTP, Carvalho da Silva, o responsável da Quercus, Francisco Ferreira, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, ou a nutricionista Isabel do Carmo.
No decorrer do colóquio foram apresentadas «ideias muito inovadoras», referiu o presidente da CULTRA, o historiador e deputado Fernando Rosas, que considerou que algumas destas propostas podem vir a ser recuperadas por deputados do BLOCO DE ESQUERDA na Assembleia da República e possivelmente também no Parlamento Europeu.
Entre as propostas avançadas naquele forum, Fernando Rosas quis realçar a proposta de Francisco Louçã, no âmbito da qual seriam atribuídos poderes ao Banco Central Europeu para emitir títulos de dívida pública, deixando desta forma livres os estados-membros em relação às organizações financeiras especulativas.
Já Carvalho da Silva, defendeu o princípio de que «a resposta à crise não pode ser baseada na criação de mais pobreza através do desemprego e da redução real dos salários».
A realização deste fórum de reflexão constituiu mais um importante momento de afirmação do vigor e da pertinência das ideias e propostas que, na área esquerda do espectro político, se perfilam como alternativas válidas às do discurso da austeridade para quem trabalha e desafogo para quem vive da especulação, das negociatas e da usura.
Tags: CULTRA
COMUNICADO DE IMPRENSA – NOVO HOSPITAL VELHA POLÍTICA
Fev 23, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Interesse Público, Política, Saúde
Tem vindo a ser noticiado com pompa e circunstância na imprensa a inauguração de hoje do novo Hospital de Cascais.
O Bloco de Esquerda em Cascais reconhece a importância desta inauguração, face à total degradação a que chegou o ainda em funcionamento antigo Hospital de Cascais. Reconhece também a urgência de responder de forma efectiva às necessidades sentidas pelos utentes do Concelho de Cascais.
De facto, assistimos a uma manifesta falta de prestação de cuidados de saúde adequados e capazes de chegar a toda à população do município, que foi atingindo ao longo dos anos um estado intolerável. Esta situação obrigou à deslocação dos utentes até hospitais em Lisboa, particularmente, o Hospital dos Lusíadas, não sendo muitas vezes garantidas as melhores condições de tratamento (ex: inexistência de senhas para atendimento ou pessoas idosas em filas de espera em pé). Assim, não ignoramos a importância, sob o ponto de vista dos cuidados de saúde dos utentes, que tem a abertura de um novo hospital.
Mas não deixamos, no entanto, de denunciar o modelo de gestão escolhido para o novo hospital: o novo Hospital de Cascais é mais uma Parceria Público Privado, na qual o Estado entrega a gestão e a exploração de um hospital a um grupo privado, a HPP – Hospitais Privados de Portugal, desresponsabilizando-se da sua função social. Alertamos por isso para o inevitável aumento dos custos com a saúde nos bolsos de todos os utentes.
Por outro lado, alertamos também para a necessidade de o novo Hospital de Cascais ter de aplicar a carta de direitos de acesso aos utentes do SNS, proposta pelo Bloco de Esquerda e aprovada pelo parlamento, que continua a não ser aplicada em várias instituições de saúde.
O Bloco de Esquerda continuará a bater-se por um serviço de saúde de qualidade, que chegue a toda a população, e no qual seja efectivamente aplicada a carta de direitos dos utentes, fundamental para um serviço de saúde público de qualidade.
2010-02-23
Bloco Esquerda Cascais
Tel. e Fax 211533127
Blogue: http://blococascais.com
Tags: Gestão Hospitalar, Hospital, Hospital Cascais, HPP Cascais
A nossa vida não é um tabuleiro do monopólio!
Ainda mais buracos financeiros????
Privatizar Hospitais para reduzir défice???
Não chegam 218 milhões de euros de prejuízos em apenas 9 meses???
Surgiu a informação noticiosa que, para reduzir o défice público, um grupo de economistas defende a alienação do que resta do património público, assim como a privatização de escolas e hospitais!
Mas se ainda há poucos dias (*1) nos informaram que as EPE (Entidades Públicas Empresariais, criadas para a gestão hospitalar pelo Ministério da Saúde) conseguiram o brilhante número, em prejuízos, de 218 milhões de euros , em apenas 9 meses?!
E se o Governo ainda em Dezembro injectou 70 Milhões de Euros (*2) em EPE para que pudessem fazer face às despesas imediatas, pagar aos fornecedores?!!
Mas será assim tão difícil perceber que a saúde não pode dar lucro? A não ser que o Estado (nós!) paguemos esses lucros para sustentar as empresas privadas de saúde? Ou as “público-privadas”? Que os métodos de gestão eficientes não são propriedade exclusiva de privados? (e quantas vezes ocorre o oposto!)
Gestão Privada na Saúde? Negócios! Pretendem “lucros” que mais não são do que desvios dos dinheiros públicos. Dos nossos Impostos.
Tags: EPE, Hospital, HPP, Património, Saúde
Um ano novo com mais justiça
Jan 3, 2010 Interesse Público, Política
1. Mais emprego com menos precariedade. Se é o problema principal do país, arregacemos as mangas. Governo e oposições, presidente e sociedade serão competentes se ajudarem a resolver a questão essencial. E não há outra forma senão a melhor distribuição. em vez de empresas com lucro despedirem, devolverem; em vez de horários de 60 horas, mais distribuição de trabalho; em vez de precariedade, qualificação.
2. Justiça a tempo. Que cumpra os prazos. Que seja igual para todos. Que abra os olhos e puna o crime económico.
3. Política com ideias e projectos. Quando temos um governo desesperado com a falta de maioria absoluta, um presidente em campanha eleitoral, instituições com pouca credibilidade, demagogia comunicacional, populismo à solta, mais necessária se torna uma politica quente, de pessoas, de direitos, de deveres, de participação, de empenho desinteressado, de causas e de valores.
Crise e Abuso
Jan 3, 2010 Interesse Público, Política
| |
|
|
| 03-Jan-2010 | |
|
Um ano de abusos. Na banca, quer dos gestores do BPP e do BPN, quer do governo que descarrega sobre os contribuintes o custo dos sucessivos avales e financiamentos públicos para tapar o buraco de bancos “assaltados” e sem futuro. Abuso nas empresas, que o novo código do trabalho facilita: precariedade, baixos salários, encerramentos, falências e despedimentos selvagens, em muitos casos usando a crise como pretexto. Abuso nos negócios, que o recente caso Face Oculta ilustra com particular nitidez, num país onde a corrupção alastra perante a tolerância do partido do governo. Abuso dos responsáveis europeus, impondo o Tratado de Lisboa à revelia da vontade dos europeus. Abuso da NATO e da administração norte-americana, arrastando o mundo para guerras de ocupação no Iraque e no Afeganistão. Abuso de uma maioria absoluta, internamente, autoritária e arrogante com os portugueses, externamente, subserviente perante Bruxelas e Washington. Crise. Crise económica: estagnação e recessão, quebra acentuada do PIB. Crise social: mais de meio milhão de desempregados, taxa de desemprego batendo todos os recordes, dois milhões de portugueses vivendo abaixo do limiar da pobreza. Crise na justiça: lenta, inacessível, permeável a pressões, protectora dos poderosos. |
SNS: Carta de direitos de acesso em vigor há 1 ano
Dez 6, 2009 Interesse Público, Política, Saúde
Serviço Nacional de Saúde:
A Carta de direitos de acesso aos cuidados de saúde pelos utentes do SNS está em vigor há um ano. Foi um projecto de lei do BE que o Parlamento aprovou em 2007, no final da sessão legislativa.
A Carta impõe que o governo defina os tempos máximos de resposta garantidos para todo o tipo de cuidados de saúde sem carácter de urgência como, por exemplo, as consultas, os exames e as cirurgias.
A Carta obriga os hospitais e centros de saúde a estabelecerem e divulgarem os seus próprios tempos de resposta que, obviamente, não podem exceder os indicados na portaria do governo.
Assim, a realização de uma consulta num centro de saúde pode demorar no máximo 15 dias. Se for num hospital, entre 30 a 150 dias, em função de ser muito ou pouco prioritária. Para uma cirurgia, o tempo de espera pode variar entre 72h e 270 dias, também conforme a urgência da sua realização.
HOSPITAL DE CASCAIS ENVIA OS SEUS DOENTES PARA O HPP DOS LUSÍADAS, NO ALTO DOS MOINHOS
Dez 1, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Política, Saúde
Há internados em Cascais com doenças graves nos corredores dos Lusíadas à espera de… um RX! O envio de doentes acamados e internados, ou mesmo da consulta externa, do Hospital de Cascais para o Hospital HPP dos Lusíadas, em Lisboa, a fim de realizarem exames complementares de saúde (TAC, Ecografias, RX e outros exames de imagiologia) é uma violência desnecessária e abusiva sobre as pessoas já fragilizadas pela doença! Leia o resto desta entrada »
O Bloco de Esquerda denunciou na Assembleia Municipal de Cascais de 27-11-2009, esta vertente na prestação de serviços de cuidados de saúde do actual Hospital de Cascais, sob a gestão do HPP (Grupo CGD) desde o início de 2009: apesar das anunciadas melhorias neste e nos serviços de urgência do futuro edifício do Hospital de Cascais, observamos este atentado ao direito à Saúde.
O serviço do HPP dos Lusíadas, hospital privado, parece ter-se vindo a degradar ao ponto de se criarem filas de cerca de 20 doentes, em pé, a aguardar a sua vez para a inscrição nos exames e de se observar escassez de funcionários administrativos neste serviço. Um simples sistema de senhas, que existirá num Hospital considerado “topo de gama”, é actualmente inexistente! Quanto aos acamados enviados pelo Hospital de Cascais, permanecem nos corredores do “luxuoso” HPP dos Lusíadas longas horas a aguardar a sua vez para os exames, seguidas de nova espera pelo transporte de regresso ao internamento em Cascais.
Município de Cascais: dependente dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário
Nov 23, 2009 Actualidade Concelho Cascais, Construção, Política
Extractos e tópicos da notícia do Público de 9 Nov 09 (sublinhados nossos):
- Cascais está no top dos municípios da Grande Lisboa: as verbas de IMI e de IMT e as taxas de loteamentos e obras representaram 62% do financiamento em 2006/2007
- As câmaras da Grande Lisboa são as que mais dependem dos impostos directos (IMI, IMT, imposto sobre veículos e derrama) – 56% das receitas anuais em 2007 – e mais marcantes em municípios como Cascais, Oeiras (mais de 60%)
- Os autores do estudo, concluído no passado Verão, avaliaram o peso das receitas ligadas ao imobiliário nos orçamentos municipais. E os resultados não fugiram muito ao esperado, mas salientam que esta é, porventura, a fonte de receita “mais exposta às oscilações conjunturais da economia“.
E será SUSTENTÁVEL o desvio dos dinheiros públicos???
Nov 11, 2009 Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público, Política, Sustentabilidade
Aumento salarial de 1,5% pode “não ser sustentável”, diz Vieira da Silva, que transitou do Ministério do Trabalho para a Economia…

O ministro da Economia defendeu hoje que devem ser seguidas políticas ajustadas ao ciclo económico, pelo que uma actualização de 1,5% dos salários em 2010 pode “não ser sustentável”.
“Não será sustentável seguirmos políticas de rendimentos e políticas salariais desajustadas do ciclo económico em que vivemos, pois não vejo como é possível que a riqueza seja distribuída se não for criada consistentemente”, declarou Vieira da Silva à saída de um encontro para assinalar o Dia da Competitividade.
O Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, também já tinha sinalizado que 1,5% é o limite razoável para o crescimento dos salários, valor que as centrais sindicais rejeitaram por unanimidade.
in economico.sapo.pt, Económico com Lusa 11/11/09 12:15
E nós dizemos: O que NÃO É SUSTENTÁVEL é o desvio dos dinheiros públicos para a mão de privados em grandes negociatas, corrupção e afins!
REUNIÃO EM ALCABIDECHE CONSOLIDA ORGANIZAÇÃO LOCAL DO B.E. E PLANEIA ACTIVIDADES
O grupo de integrantes da lista de candidatura do B.E. à Assembleia de Freguesia de Alcabideche esteve reunido durante o serão da recente 4ªFeira, dia 4 de Novembro.
No encontro foram trocadas informações e reflexões acerca dos resultados eleitorais, sendo de realçar a riqueza do debate e a diversidade das análises efectuadas por todos os presentes.
Em sintonia com as últimas reuniões concelhias, ficou claro para @s presentes que a actividade a desenvolver deve privilegiar um desempenho continuado e coerente ao nível do trabalho local e concelhio, dando especial atenção à necessidade de tornar visível de uma forma regular o trabalho desenvolvido, aos olhos das populações.
Fez-se um “ponto da situação” do estado da organização local, reconhecendo-se que – no seguimento das ideias que estiveram na génese da lista de Alcabideche – é chegado o momento de – cumprido o ciclo eleitoral – perspectivar a actividade de carácter não-eleitoral que se seguirá nos próximos quatro anos.
Foi apresentado por escrito um conjunto de ideias que perspectivam a actividade a desenvolver na Freguesia de Alcabideche e apontam para a consolidação da estrutura organizativa local do Bloco de Esquerda.
Na reunião, onde se registou mais uma adesão ao B.E., foram também confirmadas algumas linhas de orientação estratégica e planeado do trabalho a realizar no imediato.



O ano de 2009 girou entre duas palavras: crise e abuso.

