DEBATE NA “CULTRA” CONTRIBUI COM PROPOSTAS E IDEIAS ALTERNATIVAS NO COMBATE À CRISE

Activistas, sindicalistas, deputados e militantes de diversos sectores da esquerda, mostraram este fim-de-semana em Lisboa, que existem medidas para enfrentar a crise sócio-económica, que constituem verdadeiras alternativas às que vêm sendo adoptadas pelo actual governo.

Os presentes nesta iniciativa da Cooperativa Cultural CULTRA, mostraram-se concordantes na rejeição das políticas de que acarretam o sacrifício económico e social dos sectores sociais mais frágeis e desfavorecidos.

Respondendo ao tema «O que fará um governo de esquerda socialista», a Cooperativa Culturas do Trabalho e Socialismo, reuniu personalidades de várias áreas, como o dirigente da CGTP, Carvalho da Silva, o responsável da Quercus, Francisco Ferreira, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, ou a nutricionista Isabel do Carmo.

No decorrer do colóquio foram apresentadas «ideias muito inovadoras», referiu o presidente da CULTRA, o historiador e deputado Fernando Rosas, que considerou que algumas destas propostas podem vir a ser recuperadas por deputados do BLOCO DE ESQUERDA na Assembleia da República e possivelmente também no Parlamento Europeu.

Entre as propostas avançadas naquele forum, Fernando Rosas quis realçar a proposta de Francisco Louçã, no âmbito da qual  seriam atribuídos poderes ao Banco Central Europeu para emitir títulos de dívida pública, deixando desta forma livres os estados-membros em relação às organizações financeiras especulativas.

Carvalho da Silva, defendeu o princípio de que «a resposta à crise não pode ser baseada na criação de mais pobreza através do desemprego e da redução real dos salários».

A realização deste fórum de reflexão constituiu mais um importante momento de afirmação do vigor e da pertinência das ideias e propostas que, na área esquerda do espectro político, se perfilam como alternativas válidas às do discurso da austeridade para quem trabalha e desafogo para quem vive da especulação, das negociatas e da usura.


COMUNICADO DE IMPRENSA – NOVO HOSPITAL VELHA POLÍTICA

Tem vindo a ser noticiado com pompa e circunstância na imprensa a inauguração de hoje do novo Hospital de Cascais.

O Bloco de Esquerda em Cascais reconhece a importância desta inauguração, face à total degradação a que chegou o ainda em funcionamento antigo Hospital de Cascais. Reconhece também a urgência de responder de forma efectiva às necessidades sentidas pelos utentes do Concelho de Cascais.

De facto, assistimos a uma manifesta falta de prestação de cuidados de saúde adequados e capazes de chegar a toda à população do município, que foi atingindo ao longo dos anos um estado intolerável. Esta situação obrigou à deslocação dos utentes até hospitais em Lisboa, particularmente, o Hospital dos Lusíadas, não sendo muitas vezes garantidas as melhores condições de tratamento (ex: inexistência de senhas para atendimento ou pessoas idosas em filas de espera em pé). Assim, não ignoramos a importância, sob o ponto de vista dos cuidados de saúde dos utentes, que tem a abertura de um novo hospital.

Mas não deixamos, no entanto, de denunciar o modelo de gestão escolhido para o novo hospital: o novo Hospital de Cascais é mais uma Parceria Público Privado, na qual o Estado entrega a gestão e a exploração de um hospital a um grupo privado, a HPP – Hospitais Privados de Portugal, desresponsabilizando-se da sua função social. Alertamos por isso para o inevitável aumento dos custos com a saúde nos bolsos de todos os utentes.

Por outro lado, alertamos também para a necessidade de o novo Hospital de Cascais ter de aplicar a carta de direitos de acesso aos utentes do SNS, proposta pelo Bloco de Esquerda e aprovada pelo parlamento, que continua a não ser aplicada em várias instituições de saúde.

O Bloco de Esquerda continuará a bater-se por um serviço de saúde de qualidade, que chegue a toda a população, e no qual seja efectivamente aplicada a carta de direitos dos utentes, fundamental para um serviço de saúde público de qualidade.

2010-02-23

Bloco Esquerda Cascais

Tel. e Fax 211533127

Blogue: http://blococascais.com

A nossa vida não é um tabuleiro do monopólio!

Ainda mais buracos financeiros????

Privatizar Hospitais para reduzir défice???

Não chegam 218 milhões de euros de prejuízos em apenas 9 meses???


Surgiu a informação noticiosa que, para reduzir o défice público, um grupo de economistas defende a alienação do que resta do património público, assim como a privatização de escolas e hospitais!

Mas se ainda há poucos dias (*1) nos informaram que as EPE (Entidades Públicas Empresariais, criadas para a gestão hospitalar pelo Ministério da Saúde) conseguiram o brilhante número, em prejuízos, de 218 milhões de euros , em apenas 9 meses?!
E se o Governo ainda em Dezembro injectou 70 Milhões de Euros (*2) em EPE para que pudessem fazer face às despesas imediatas, pagar aos fornecedores?!!

Mas será assim tão difícil perceber que a saúde não pode dar lucro? A não ser que o Estado (nós!) paguemos esses lucros para sustentar as empresas privadas de saúde? Ou as “público-privadas”? Que os métodos de gestão eficientes não são propriedade exclusiva de privados? (e quantas vezes ocorre o oposto!)

Gestão Privada na Saúde? Negócios! Pretendem “lucros” que mais não são do que desvios dos dinheiros públicos. Dos nossos Impostos.

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Um ano novo com mais justiça

São muitos os votos de bom ano novo, muitos sinceros, outros rotineiros. Mas precisamos mesmo de ano novo. Aqui têm, por isso, três desejos do meu ano novo:

1. Mais emprego com menos precariedade. Se é o problema principal do país, arregacemos as mangas. Governo e oposições, presidente e sociedade serão competentes se ajudarem a resolver a questão essencial. E não há outra forma senão a melhor distribuição. em vez de empresas com lucro despedirem, devolverem; em vez de horários de 60 horas, mais distribuição de trabalho; em vez de precariedade, qualificação.

2. Justiça a tempo. Que cumpra os prazos. Que seja igual para todos. Que abra os olhos e puna o crime económico.

3. Política com ideias e projectos. Quando temos um governo desesperado com a falta de maioria absoluta, um presidente em campanha eleitoral, instituições com pouca credibilidade, demagogia comunicacional, populismo à solta, mais necessária se torna uma politica quente, de pessoas, de direitos, de deveres, de participação, de empenho desinteressado, de causas e de valores.


Francisco Louçã

Crise e Abuso




03-Jan-2010

João SemedoO ano de 2009 girou entre duas palavras: crise e abuso.

Um ano de abusos. Na banca, quer dos gestores do BPP e do BPN, quer do governo que descarrega sobre os contribuintes o custo dos sucessivos avales e financiamentos públicos para tapar o buraco de bancos “assaltados” e sem futuro.

Abuso nas empresas, que o novo código do trabalho facilita: precariedade, baixos salários, encerramentos, falências e despedimentos selvagens, em muitos casos usando a crise como pretexto.

Abuso nos negócios, que o recente caso Face Oculta ilustra com particular nitidez, num país onde a corrupção alastra perante a tolerância do partido do governo.

Abuso dos responsáveis europeus, impondo o Tratado de Lisboa à revelia da vontade dos europeus.

Abuso da NATO e da administração norte-americana, arrastando o mundo para guerras de ocupação no Iraque e no Afeganistão.

Abuso de uma maioria absoluta, internamente, autoritária e arrogante com os portugueses, externamente, subserviente perante Bruxelas e Washington.

Crise. Crise económica: estagnação e recessão, quebra acentuada do PIB. Crise social: mais de meio milhão de desempregados, taxa de desemprego batendo todos os recordes, dois milhões de portugueses vivendo abaixo do limiar da pobreza. Crise na justiça: lenta, inacessível, permeável a pressões, protectora dos poderosos.

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SNS: Carta de direitos de acesso em vigor há 1 ano

Serviço Nacional de Saúde:

A Carta de direitos de acesso aos cuidados de saúde pelos utentes do SNS está em vigor há um ano. Foi um projecto de lei do BE que o Parlamento aprovou em 2007, no final da sessão legislativa.

A Carta impõe que o governo defina os tempos máximos de resposta garantidos para todo o tipo de cuidados de saúde sem carácter de urgência como, por exemplo, as consultas, os exames e as cirurgias.

A Carta obriga os hospitais e centros de saúde a estabelecerem e divulgarem os seus próprios tempos de resposta que, obviamente, não podem exceder os indicados na portaria do governo.

Assim, a realização de uma consulta num centro de saúde pode demorar no máximo 15 dias. Se for num hospital, entre 30 a 150 dias, em função de ser muito ou pouco prioritária. Para uma cirurgia, o tempo de espera pode variar entre 72h e 270 dias, também conforme a urgência da sua realização.

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HOSPITAL DE CASCAIS ENVIA OS SEUS DOENTES PARA O HPP DOS LUSÍADAS, NO ALTO DOS MOINHOS

Há internados em Cascais com doenças graves nos corredores dos Lusíadas à espera de… um RX! O envio de doentes acamados e internados, ou mesmo da consulta externa, do Hospital de Cascais para o Hospital HPP dos Lusíadas, em Lisboa, a fim de realizarem exames complementares de saúde (TAC, Ecografias, RX e outros exames de imagiologia) é uma violência desnecessária e abusiva sobre as pessoas já fragilizadas pela doença!
Hospital CascaisO Bloco de Esquerda denunciou na Assembleia Municipal de Cascais de 27-11-2009, esta vertente na prestação de serviços de cuidados de saúde do actual Hospital de Cascais, sob a gestão do HPP (Grupo CGD) desde o início de 2009: apesar das anunciadas melhorias neste e nos serviços de urgência do futuro edifício do Hospital de Cascais, observamos este atentado ao direito à Saúde.
O serviço do HPP dos Lusíadas, hospital privado, parece ter-se vindo a degradar ao ponto de se criarem filas de cerca de 20 doentes, em pé, a aguardar a sua vez para a inscrição nos exames e de se observar escassez de funcionários administrativos neste serviço. Um simples sistema de senhas, que existirá num Hospital considerado “topo de gama”, é actualmente inexistente! Quanto aos acamados enviados pelo Hospital de Cascais, permanecem nos corredores do “luxuoso” HPP dos Lusíadas longas horas a aguardar a sua vez para os exames, seguidas de nova espera pelo transporte de regresso ao internamento em Cascais.

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Município de Cascais: dependente dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário

Extractos e tópicos da notícia do Público de 9 Nov 09 (sublinhados nossos):

  • Cascais está no top dos municípios da Grande Lisboa: as verbas de IMI e de IMT e as taxas de loteamentos e obras representaram 62% do financiamento em 2006/2007
  • As câmaras da Grande Lisboa são as que mais dependem dos impostos directos (IMI, IMT, imposto sobre veículos e derrama) – 56% das receitas anuais em 2007 – e mais marcantes em municípios como Cascais, Oeiras (mais de 60%)
  • Os autores do estudo, concluído no passado Verão, avaliaram o peso das receitas ligadas ao imobiliário nos orçamentos municipais. E os resultados não fugiram muito ao esperado, mas salientam que esta é, porventura, a fonte de receita “mais exposta às oscilações conjunturais da economia“.


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E será SUSTENTÁVEL o desvio dos dinheiros públicos???

Aumento salarial de 1,5% pode “não ser sustentável”, diz Vieira da Silva, que transitou do Ministério do Trabalho para a Economia…

Vieira da Silva transitou do Ministério do Trabalho para a Economia.

O ministro da Economia defendeu hoje que devem ser seguidas políticas ajustadas ao ciclo económico, pelo que uma actualização de 1,5% dos salários em 2010 pode “não ser sustentável”.

“Não será sustentável seguirmos políticas de rendimentos e políticas salariais desajustadas do ciclo económico em que vivemos, pois não vejo como é possível que a riqueza seja distribuída se não for criada consistentemente”, declarou Vieira da Silva à saída de um encontro para assinalar o Dia da Competitividade.

O Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, também já tinha sinalizado que 1,5% é o limite razoável para o crescimento dos salários, valor que as centrais sindicais rejeitaram por unanimidade.

in economico.sapo.pt, Económico com Lusa 11/11/09 12:15

E nós dizemos: O que NÃO É SUSTENTÁVEL é o desvio dos dinheiros públicos para a mão de privados em grandes negociatas, corrupção e afins!

REUNIÃO EM ALCABIDECHE CONSOLIDA ORGANIZAÇÃO LOCAL DO B.E. E PLANEIA ACTIVIDADES

O grupo de integrantes da lista de candidatura do B.E. à Assembleia de Freguesia de Alcabideche esteve reunido durante o serão da recente 4ªFeira, dia 4 de Novembro.

No encontro foram trocadas informações e reflexões acerca dos resultados eleitorais, sendo de realçar a riqueza do debate e a diversidade das análises efectuadas por todos os presentes.

Em sintonia com as últimas reuniões concelhias, ficou claro para @s presentes que a actividade a desenvolver deve privilegiar um desempenho continuado e coerente ao nível do trabalho local e concelhio, dando especial atenção à necessidade de tornar visível de uma forma regular o trabalho desenvolvido, aos olhos das populações.

Fez-se um “ponto da situação” do estado da organização local, reconhecendo-se que – no seguimento das ideias que estiveram na génese da lista de Alcabideche – é chegado o momento de – cumprido o ciclo eleitoral – perspectivar a actividade de carácter não-eleitoral que se seguirá nos próximos quatro anos.

Foi apresentado por escrito um conjunto de ideias que perspectivam a actividade a desenvolver na Freguesia de Alcabideche e apontam para a consolidação da estrutura organizativa local do Bloco de Esquerda.

Na reunião, onde se registou mais uma adesão ao B.E., foram também confirmadas algumas linhas de orientação estratégica e planeado do trabalho a realizar no imediato.