Sessão com Francisco Louçã no Centro Cultural de Cascais
Fev 15, 2011 Actualidade Concelho Cascais, Bloco, Política
Na passada qruarta-feira, o Bloco de Esquerda de Cascais organizou uma sessão pública no Centro Cultural de Cascais.
Crise, FM, austeridade e as respostas da esquerda nos próximos tempos, foram os temas abordados pelo deputado Francisco Louçã ao longo de toda a sessão. Com 40 pessoas na assistência, foi possível um debate aberto e participado, onde se ouviu vários relatos pessoais de desemprego, precariedade e de como a crise está a afectar o quotidiano das familias.
O Decreto-lei 70/2010, relativo às novas regras da condição de recursos para se poder aceder às prestações sociais do Estado, constitui o conjunto de medidas que mais preocupação gera junto dos mais desfavorecidos, e não só, e isso foi bem patente pelas questões lançadas pelo público.
“Estamos a aceitar que se destrua a economia portuguesa devido a esta política de precariedade, desemprego e falta de oportunidades”. Estas foi uma das ideias que Louçã deixou durante a sessão e que mereceu a concordância de várias pessoas na assistência. A estes ataques o BE propõe que se invista nas políticas de criação de emprego, pois só assim é possível uma economia forte e então o crescimento do país.
Audição Ministério da Saúde a requerimento do BE
Dez 17, 2010 Bloco, Política, Saúde
Na passada quarta-feira, dia 15 de Dezembro, o secretário de Estado da Saúde esteve na Comissão de Saúde da Assembleia da República, a requerimento do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. Fundamento do requerimento: hospital de Cascais.
Na sequência das inúmeras denúncias que têm surgido desde a abertura do novo hospital de Cascais, particularmente as que dizem respeito à falta de camas, motivaram o deputado João Semedo a requerer uma audição com o Ministério da Saúde, de maneira a apurar a controvérsia instalada em torno do novo hospital.
Face à notícia de sobrelotação e insuficiência de reposta às necessidades de cuidados de saúde dos utentes, nomeadamente de internamento, o Bloco de Esquerda, para além das várias perguntas que tem vindo a dirigir ao Ministério da Saúde sobre esta matéria, considerou urgente chamar o secretário de Estado da Saúde, para que o Ministério prestasse esclarecimentos sobre a situação.
Na sequência desta audição, o secretário de Estado afirmou que as previsões subavaliaram o número de utentes transferidos para o novo Hospital de Cascais mas considerou que o problema de sobrelotação estará resolvido com o aumento de 22 camas. O responsável do Governo revelou que a administração do hospital já pediu à ARS, Administração Regional de Saúde, seis novas camas para a medicina interna o que foi autorizado e posteriormente um novo alargamento para mais 16 camas também já autorizadas.
À coordenadora do Bloco de Esquerda de Cascais cumpre agora fiscalizar as garantias do Governo no que concerne o aumento de camas no novo hospital. Estaremos atentos.
Porquê o protesto
Mai 29, 2010 Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público, Política, Saúde
O que leva largos milhares de pessoas de todas as idades a gastar uma tarde de sábado a desfilar em protesto na Avenida da Liberdade, em Lisboa?
Uma vez mais, será o sentimento de indignação contra a injustiça a guiar os passos destes portugueses.
Mais do que qualquer outra injustiça, será de referir essa gritante falta de equidade na repartição dos sacrifícios que neste momento estão a ser pedidos aos portugueses.
É que quem se vê obrigado a retirar do seu prato para pagar impostos, precisa de olhar à sua volta e confirmar que outros estão a fazer o mesmo.
Quem se priva de tomar o café fora de casa e anda com o casaco poído comprado há cinco anos - por não ter dinheiro para outro - precisa de olhar à volta e ver que todos estão a conter-se num esforço conjunto para vencer as dificuldades económicas e orçamentais, agora escolhidas como objectivos prioritários da governação.
Em Março passado (19/03/2010) “O Público”, revelava um estudo em que era demonstrado que mais de um quarto dos portugueses não ia ao dentista por falta de dinheiro, enquanto um quinto não comprava óculos pelo mesmo motivo.
Mais : Há dois meses atrás um terço dos doentes crónicos não comprava medicamentos por falta de dinheiro!
Depois abre-se um jornal e vê-se que o ministro contratou 14 secretárias e então percebe-se que algo vai ter que mudar em Portugal, urgentemente.
Os exemplos de contenção têm que vir de cima.
Os lideres, se querem ser seguidos, devem ir à frente e ser os primeiros a dar os bons exemplos.
De crise em crise, de austeridade em austeridade, de privação em privação, desde há largos anos os portugueses olham à sua volta e o que vêm os seus líderes fazer?
Vêem-nos contratar motoristas, secretárias e acessores em quantidades que ninguém entende. Vêem-nos atribuir-se prémios de gestão, quando as suas empresas são deficitárias. Vêem-nos adquirir frotas de carros de luxo para os gestores de empresas em dificuldades, ou para o seu uso pessoal, enquanto nos repetem que “não há dinheiro”.
Vêem-nos auferir vencimentos, mordomias e pensões que constituem verdadeiras obscenidades, se comparadas, com os rendimentos médios dos portugueses. É isto, (mas não só), que indigna as pessoas!
Vejam-se alguns dados publicados em jornais:
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VENCIMENTOS DE GESTORES – Uma minúscula amostra - |
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420.000,00 € |
TAP |
Administrador |
Fernando Pinto |
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371.000,00 € |
CGD |
Administrador |
Faria de Oliveira |
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365.000,00 € |
PT |
Administrador |
Henrique Granadeiro |
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250.040,00 € |
RTP |
Administrador |
Guilherme Costa |
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249.448,00 € |
Banco Portugal |
Administrador |
Vítor Constâncio |
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247.938,00 € |
ISP |
Administrador |
Fernando Nogueira |
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245.552,00 € |
CMVM |
Presidente |
Carlos Tavares |
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233.857,00 € |
ERSE |
Administrador |
Vítor Santos |
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224.000,00 € |
ANA COM |
Administrador |
Amado da Silva |
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200.200,00 € |
CTT |
Presidente |
Mata da Costa |
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134.197,00 € |
Parpublica |
Administrador |
José Plácido Reis |
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133.000,00 € |
ANA |
Administrador |
Guilhermino Rodrigues |
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126.686,00 € |
ADP |
Administrador |
Pedro Serra |
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96.507,00 € |
Metro Porto |
Administrador |
António Oliveira Fonseca |
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89.299,00 € |
LUSA |
Administrador |
Afonso Camões |
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69.110,00 € |
CP |
Administrador |
Cardoso dos Reis |
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66.536,00 € |
REFER |
Administrador |
Luís Pardal: Refer |
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66.536,00 € |
Metro Lisboa |
Administrador |
Joaquim Reis |
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58.865,00 € |
CARRIS |
Administrador |
José Manuel Rodrigues |
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58.859,00 € |
STCP |
Administrador |
Fernanda Meneses |
Ao contrário deste cenário de altíssimos níveis remuneratórios, os assalariados recebem precariedade e redução sucessiva de proteção social, congelamento de progressão em carreiras, privação de bens essenciais.
Os cortes nos vencimentos de quadros e líderes em Portugal são suaves e quase simbólicos, se comparados com os efectuados noutros países dessa Europa, que se diz ter como referência.
Retirar 5% ao vencimento de um gestor da banca, deixa-lhe um excelente e desafogado orçamento mensal com o qual não terá de privar-se a sí e à sua família de nada, enquanto que, se se retirar a um empregado comercial ou a um operário 1,5 ou 2% do seu salário, o seu orçamento familiar deixará a descoberto necessidades essenciais na área da habitação, da saúde, dos transportes, das comunicações, da educação dos seus filhos ou mesmo da alimentação.
Os cidadãos contribuintes perguntam-se : Afinal quem são os responsáveis pelos erros orçamentais e pelo endividamento excessivo de algumas empresas públicas, privadas e do próprio estado português?
Resposta: Os decisores políticos, os governantes e ex-governantes, os gestores do que é público e também do que é privado.
Ora essa casta de decisores, governantes e líderes que tomaram as medidas erradas cujos resultados estão à vista, são hoje os primeiros a recomendar que se depeçam as pessoas, que se roube o 13º mês aos trabalhadores, que se precarize, que se poupe na protecção social, na educação, nas pensões e na saúde.
Injustamente, são decisores e os gestores aqueles que menos sofrem os efeitos da situação económica que eles próprios criaram.
Remetem para os trabalhadores por conta de outrém quase toda a pesada factura dos erros, de governação e de gestão, de que os trabalhadores não são minimamente responsáveis.
Esse é o tipo de injustiça que não se tolera.
Carlos Augusto Silva
Tags: despedimentos, Manifestação, PEC
Comício: A Resposta da Esquerda à Crise – com Francisco Louçã e Dimitri Stratoulis – 27 MAIO – 21h30 Jd S. Pedro de Alcântara
Mai 24, 2010 Bloco, Política, Sem categoria
CONVITE COMÍCIO
A RESPOSTA DA ESQUERDA À CRISE
Com
FRANCISCO LOUÇÃ
DIMITRI STRATOULIS | Coligação Syriza – Grécia
27 MAIO – 21h30
JARDIM S. PEDRO DE ALCÂNTARA
(BAIRRO ALTO)
Realizou-se mais um encontro de activistas integrado nas “Conversas Abertas sobre Cascais”
Mai 23, 2010 Política
O debate e o planeamento de novas acções e actividades constituiram os pontos principais de mais uma “Conversa Aberta Sobre Cascais”, envolvendo activistas independentes, simpatizantes e aderentes pertencentes à organização concelhia de Cascais do Bloco de Esquerda.
A reunião, que teve lugar numa unidade Hoteleira do Monte Estoril, ocorreu durante o serão da passada 4ªFeira, 19/05/2010 tendo proporcionado o debate de algumas das questões mais prementes do nosso concelho.
Na linha da Conversa Aberta ocorrida a 27 de Março passado, numa colectividade em Alcoitão, mais uma vez estiveram em cima da mesa temas da actualidade de Cascais, tendo-se perspectivado a intervenção política em áreas diversificadas, como: Os transportes públicos, os Centros de Saúde, o Parque Natural, o Património Urbano e a circulação pedonal.
Foi realizado um ponto de situação acerca dos diferentes projectos de trabalho, que vários pequenos grupos de activistas se encontram a organizar.
Já no terreno, estão em marcha iniciativas das quais em breve daremos notícia, aqui nesta tribuna.
Despedimentos no Casino Estoril – numa empresa que dá lucro!
Abr 21, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público, Política
Cascais, 20 abr (Lusa) – A comissão de trabalhadores do Casino do Estoril afirmaram-se hoje “desiludidos” com aquilo que consideram ser a falta de resposta do Ministério do Trabalho, sobre a validade dos despedimentos.
“Estamos muito desiludidos. Saímos do Ministério de Pilatos, onde toda a gente lava as mãos e não assume responsabilidades”, disse à Agência Lusa o dirigente da Comissão de Trabalhadores (CT) da Estoril Sol, Clemente Alves.
Tags: Casino, despedimentos, Estoril-Sol, Trabalhadores
Cascais está de má Saúde
Abr 17, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Interesse Público, Política, Saúde
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda interpelou ontem, dia 13 de Abril, o Ministério da Saúde sobre o fim do transporte pago pelos Centros de Saúde de Cascais aos doentes que sofrem de Insuficiência Renal Crónica Terminal, e que necessitam de se deslocar para poder fazer hemodiálise.
O Bloco de Esquerda de Cascais associa-se naturalmente à preocupação do deputado João Semedo, autor da pergunta, não compreendendo a intenção que levou a recentemente empossada Direcção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais, a decidir acabar com um serviço básico de apoio a estes doentes, sendo que tal medida ainda não se viu aplicada a outros Centros de Saúde do país.
Sabemos que em matéria de Saúde, Cascais tem-se revelado um verdadeiro laboratório para este Governo e para o Ministério da Saúde. Prova disso, foi a opção, errada de uma parceria público-privada na gestão do novo Hospital de Cascais, situação que tem também levantando inúmeras questões junto da população de Cascais, nomeadamente, o fim da Unidade de Tratamento de Imunodeficiência do anterior Hospital de Cascais (HDDI), tão querida dos habitantes do concelho.
Queremos reforçar o nosso profundo descontentamento perante uma situação que deixa estes doentes entregues a si mesmos. Obrigar estes doentes, muitas vezes com baixos rendimentos, a suportar o gasto relativo ao transporte diário é desumano. Acresce à sua condição de grande fragilidade, esta nova preocupação com a deslocação que têm de fazer para poderem receber o tratamento a que têm direito.
O Bloco de Esquerda de Cascais considera da mais elementar justiça que o Executivo da Câmara de Cascais intervenha no sentido de disponibilizar transporte gratuito para estes doentes poderem deslocar-se às diversas entidades que prestam este serviço.
2010-04-14
Bloco Esquerda Cascais
Tags: ACES Cascais
Capitalismo vs biodiversidade
Mar 28, 2010 Ambiente, Política
CONVITE: SÁBADO, 27/03/10, VAMOS CONVERSAR SOBRE O NOSSO CONCELHO
Mar 14, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Bloco, Política
Vem conversar com o Bloco de Esquerda !
O B.E. quer conhecer opiniões e ouvir sugestões de quem reside no Concelho de Cascais. O BE quer manter o diálogo com quem legitimamente se preocupa com o que se passa no nosso concelho. O Bloco quer ouvir todos: os simpatizantes e aderentes que têm dado o seu voto ao Bloco de Esquerda, claro, mas também os cidadãos independentes que queiram juntar esforços para fazermos de Cascais um concelho com verdadeira qualidade de vida.
Por estar interessado no contributo de tod@s, o Bloco de Esquerda de Cascais vem convidar-te a participar num diálogo aberto que aponte ideias e pistas para a sua actividade no nosso concelho.






