Aprovada Moção do Bloco na Assembleia Municipal de 26 de Julho

Votação:

22 a favor – BE, CDU, PSD (no geral);

14 Abstenções –1 PSD (Presid. da JF de Alcabideche), 3 CDS, 10 PS ;

2 Contra -  CDS ( 1 foi o Presid da JF de Cascais).

MOÇÃO

Pelo adiamento da reorganização da rede escolar do concelho para o ano lectivo de 2011/2012 

Considerando que :

O Município de Cascais estruturou e desenvolveu a sua rede escolar concelhia de forma organizada e sustentada, de acordo com o planeamento e estudos sociológicos e demográficos, constantes do documento director concelhio em vigor, aprovado nesta Assembleia, que é a Carta Educativa do Concelho de Cascais, homologada pelo Ministério da Educação;

  1. O texto preambular da Resolução do Conselho de Ministros n.º44/2010 de 14 de Junho, que estabelece orientações para a reorganização da rede escolar, afirma claramente que “Este processo de reorganização da rede escolar deve continuar a ser realizado em articulação e negociação com os municipios envolvidos (…)” o que obriga a que o Ministério da Educação consulte a Câmara Municipal de Cascais e tenha em consideração o seu privilegiado conhecimento das comunidades educativas, dos equipamentos e recursos escolares, para a tomada de decisões relativas à rede escolar, o que até à data não se verificou;
  2.  A proposta apresentada pela DRELVT para reformulação da rede escolar concelhia, ao vir adiantar a constituição de dois grandes agrupamentos escolares – compreendendo a união do pré-existente Agrupamento de Escolas João de Deus à Escola Secundária Ibn Mucana e do Agrupamento de Escolas da Galiza à Escola Secundária de S. João do Estoril – obedecendo a um desenho territorial que não tem em consideração os dois pontos anteriores, vem impôr o curtíssimo prazo de 1 de Agosto para a sua entrada em funcionamento, com claro prejuizo da organização escolar, das aulas e dos/as alunos/as;   
  3. A opinião unânime dos directores e directoras de escolas e agrupamentos de escolas do concelho, assim como da generalidade dos agentes educativos que se pronunciaram acerca da impraticabilidade do prazo de 1 Agosto sem grave prejuizo da actividade lectiva e dos alunos/as e da necessidade de uma ponderação partilhada destas medidas envolvendo a Câmara Municipal e as comunidades educativas, antes da tomada de decisões;
  4. As responsabilidades crescentes que a autarquia possui na área educativa e o conhecimento único que possui das necessidades educativas do território;
  5. A necessidade de ser cultivada e protegida a estabilidade do ambiente escolar, após as profundas e sucessivas alterações introduzidas nos últimos anos e o clima de constante agitação que se tem vivido nas escolas, com os inerentes prejuízos pedagógicos.



A Assembleia Municipal de Cascais, reunida em sessão ordinária no dia 26 de Julho de 2010, tendo conhecimento desta recente reconfiguração da rede escolar concelhia e da constituição dos denominados mega agrupamentos de escolas e das preocupações que levantam às comunidades educativas, designadamente Associações de Encarregados/as de Educação, Directores/as de Escolas e Agrupamentos de Escolas do Concelho, professores/as e funcionários/as de escolas, que foram igualmente expressas, a nível nacional, pelo Conselho das Escolas e pela CONFAP, delibera:  


  1. Transmitir ao Sr Presidente da Câmara Municipal o seu apoio às diligências que tem vindo a desenvolver junto da DRELVT no sentido de se rever o timing de implementação e o desenho territorial dos agrupamentos alargados de escolas, nos termos em que estão a ser avançados pelo Ministério da Educação.
  2. Expressar a necessidade de que, ouvido o Conselho Municipal de Educação, sejam formuladas as actualizações julgadas necessárias na Carta Educativa do Concelho, cujos princípios e linhas de orientação deverão nortear a configuração da rede escolar concelhia, evitando-se a adopção apressada de medidas avulsas, que ignorem a realidade sociológica, geográfica, demográfica e pedagógica do concelho, na sua globalidade e especificidades.
  3. Manifestar-se em defesa de um desenho territorial para os agrupamentos escolares que obedeça a critérios de proximidade entre as escolas, que favoreça a sua coordenação e articulação pedagógica, que viabilize uma boa gestão de proximidade para o que é indispensável a proximidade física das direcções dos agrupamentos escolares em relação aos professores/as, funcionários/as, encarregados/as de educação e alunos/as de cada agrupamento, condições que, no caso do agrupamento proposto a partir da união da Escola Secundária Ibn Mucana com o Agrupamento de Escolas João de Deus, não se encontram reunidas.
  4. Manifestar-se em defesa dos princípios de um ensino humanizado, ministrado em escolas e agrupamentos com uma dimensão à escala humana, propósito que seria inviabilizado com aglomerações de populações estudantis de milhares de alunos.   
  5. Solicitar a suspensão do processo de constituição e alargamento de mega agrupamentos de modo a permitir que haja o necessário diálogo com autarcas e comunidades educativas.

 

Cascais, 26 de Julho de 2010

Os/as eleitos/as pelo Bloco de Esquerda

Berta Alves e Tiago Vicente

Festa da Diversidade Cultural

Assembleia Municipal de 14 de Junho

Na última Assembleia Municipal de Cascais, @s eleit@s do Bloco de Esquerda, apresentaram duas Moções que deixamos à vossa leitura em baixo.

Agradecemos comentários e outras sugestões que nos queiram fazer chegar.

 MOÇÃO SOBRE A POLÍTICA DE AUSTERIDADE DO GOVERNO (PEC)

Como é do conhecimento de todos, entre as várias medidas gravosas do PEC conta-se um corte global de 100 milhões de euros nas transferências do Estado para os municípios, o que só vem reforçar o centralismo e dificultar as políticas (sociais e outras) de proximidade.

O município de Cascais não vai ser excepção e é de todos nós conhecido a enorme pressão sobre as autarquias locais, até pela maior proximidade às populações, para intervirem positivamente em medidas utilizadas que aliviem as dramáticas situações decorrentes da crise. Mas o que é certo é que este corte vem aumentar ainda mais a crise dos municípios e reforçar o centralismo e a injustiça social.

 Por estas razões propomos à Assembleia Municipal de Cascais, reunida a 14 de Junho de 2010 que:

  • Manifeste a sua discordância com o Governo nos cortes do PEC em relação aos municípios.
  • Mostre a sua concordância e solidariedade com a posição assumida pela Associação Nacional dos Municípios Portugueses relativamente às implicações do PEC na área do poder local.


MOÇÃO SOBRE O ATAQUE DO EXÉRCITO DE ISRAEL À FLOTILHA HUMANITÁRIA

No dia 31 de Maio, as forças de guerra do Estado de Israel levaram a cabo uma acção de terror em águas internacionais com objectivo de impedir que a Frota de ajuda Humanitária que se destinava a levar alimentos e medicamentos à população da faixa de Gaza chegasse ao seu destino. Na realidade o que aconteceu foi uma acção de terror levada a cabo pelos Israelitas com desfecho de tragédia, impedindo de uma forma violenta que as embarcações alcançassem a população em desespero de Gaza. Essas embarcações de ajuda humanitária levavam centenas de pessoas a bordo, das mais variadas proveniências nacionais, políticas e profissionais. No ataque Israelita morreram várias pessoas deixando outras feridas. Como se este acto de Israel não fosse desde já de uma gravidade extrema, continuaram ainda assim com o seu terror, sequestrando os pacifistas, as suas embarcações e mercadorias.

Uma semana depois, as forças de guerra Israelitas repetiram esta acção contra outras embarcações de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, sem que desta vez tenha tido um desfecho com mortes.

O Secretário-geral e o Conselho de Segurança das Nações Unidas e também a Comunidade Internacional na sua generalidade condenaram esta acção levada a cabo pelo Estado de Israel. Esta acção veio relembrar a opinião pública que o povo da Faixa de Gaza vive uma situação dramática e sofre com o bloqueio e cerco praticado pelas forças de guerra de Israel.

Por estes motivos, a Assembleia Municipal de Cascais, reunida em sessão ordinária no dia 14 de Junho de 2010, delibera: 

  1. Manifestar a sua condenação pela acção de terror executado pelas forças de guerra do Estado de Israel;
  2. Dar apoio à investigação por parte da ONU sobre o acontecimento;
  3. Manifestar o apoio ao levantamento do bloqueio sobre a faixa de Gaza;
  4. Reforçar a necessidade de uma solução política para a Palestina em que consagre a constituição de um estado palestino soberano e independente.

Votação de ambas as Moções:

Votos contra do PSD, PS e CDS-PP

Votos a favor da CDU

Comício: A Resposta da Esquerda à Crise – com Francisco Louçã e Dimitri Stratoulis – 27 MAIO – 21h30 Jd S. Pedro de Alcântara

CONVITE COMÍCIO
A RESPOSTA DA ESQUERDA À CRISE

Com
FRANCISCO LOUÇÃ
DIMITRI STRATOULIS | Coligação Syriza – Grécia

27 MAIO – 21h30
JARDIM S. PEDRO DE ALCÂNTARA
(BAIRRO ALTO)

 

Bloco de Esquerda em solidariedade com os trabalhadores da Legrand

A deputada à Assembleia da República, candidata do BE à Câmara de Cascais nas últimas legislativas, Rita Calvário participou hoje na manifestação solidária com a luta dos trabalhadores da Legrand Eléctrica, que decretaram greve para hoje. Na sua intervenção aos trabalhadores, e outros activistas e dirigentes sindicais que participaram nesta acção solidária, Rita Calvário manifestou a solidariedade das organizações do Bloco de Esquerda, tendo estado presente membros da Coordenadora Concelhia, e do seu Grupo Parlamentar, manifestou ainda a oposição do Bloco à especulação imobiliária e consequente despedimento dos trabalhadores, comunicando ainda a apresentação de uma pergunta dirigida ao Governo sobre esta matéria. 


Francisco Louçã esteve em Cascais

Almoço em Cascais com Francisco LouçãO líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, esteve em Cascais no passado sábado, dia 3, num almoçocomício de apoio à candidatura do BE à Câmara Municipal, encabeçada por Rita Calvário.
Durante o encontro, que decorreu no Liceu de S. João do Estoril, reunindo mais de cem apoiantes, o dirigente bloquista afirmou que o partido vai sair das eleições autárquicas de Cascais, Sintra e Oeiras com “mais representação e enraizamento”, combatendo “maiorias absolutas” e “grandes interesses económicos”. Sobre este ponto Louçã criticou, por exemplo, a entrega da gestão a privados do novo hospital de Cascais antes da abertura do equipamento, que está ainda em construção, a “especulação imobiliária” na Quinta da Marinha e a regulação de preços de portagens pela Brisa, sublinhando que o poder público não pode continuar a beneficiar os grandes grupos empresariais.
Na actual legislatura, o BE não tem vereadores em nenhum dos três municípios. No entanto, Louça acredita que em Cascais, Sintra e Oeiras, “o BE vai sair no próximo domingo com mais enraizamento, mais representação, mais conhecimento”
Durante o seu discurso, a candidata bloquista criticou também o “grande negócio da construção de equipamentos sociais” e a “passadeira vermelha” que, no seu entender, é estendida “ao betão”, como no Parque Natural ou na Cidadela de Cascais.

mafaldaribeiro@correiodecascais.net

BE Cascais diz que falta de transportes públicos é dos pontos mais negros do concelho

transportes1A candidatura do Bloco de Esquerda em Cascais, após uma arruada pelo centro da freguesia da Parede, realizou uma conferência de imprensa sobre transportes e mobilidade, por considerar que “este é um dos pontos mais negros do concelho”, de acordo com Rita Calvário, cabeça de lista do BE à Câmara Municipal de Cascais. A propósito da notícia do aumento das portagens da A5, a partir de Janeiro de 2010, para compensar a quebra de receitas da Brisa, a candidata diz que “enquanto as estradas continuarem a ser um negócio para os privados e não se investir na melhoria da rede de transportes públicos, como acontece em Cascais, as pessoas vão continuar a estar dependentes do automóvel e a gastar cada vez mais dinheiro nas suas deslocações diárias”.

“É preciso mais e melhores transportes públicos para facilitar a vida das pessoas e acabar com o estrangulamento das despesas da mobilidade sobre os orçamentos familiares”, refere.

 
Como propostas do Bloco de Esquerda, a candidata sublinha a necessidade de “alargar as coroas do passe social para abranger todas as operadoras de transportes e zonas do concelho” e a existência de “parques de estacionamento gratuitos junto às estações da CP para quem tem título de transporte” de modo a “promover a intermodalidade e facilitar o uso de transportes públicos nos movimentos pendulares”.

Mas o “grande ponto negro no concelho é mesmo os transportes dentro do concelho, nas ligações litoral-interior e entre o interior”, diz Rita Calvário.

Refere que a Câmara Municipal deve “assumir responsabilidades para responder às necessidades das pessoas”, e não ignorar este problema como tem feito até agora. Propõe que a autarquia “crie um serviço municipal de transporte no concelho, alternativo ao existente que funciona mal e é caro”. De acordo com a candidata, a Câmara “deve avançar com uma rede de mini-bus que cubra as zonas do concelho com mais dificuldades, mais frequente nas horas de ponta, e aplique preços sociais”, para incentivar o uso dos transportes públicos nas deslocações diárias.

Visita do BE ao Lar de Idosos e Deficientes do Penedo, em S. Domingos de Rana

lardeidosos


No dia 28 de Setembro, às 15h30, o Bloco de Esquerda em Cascais visitou o Lar de Idosos e Deficientes do Penedo, na freguesia de São Domingos de Rana. A visita contou com a presença da cabeça de lista à Câmara Municipal, Rita Calvário, Florival Rogério Neves Cordeiro, candidato à Assembleia da Freguesia, e alguns dos candidat@s à Assembleia Municipal.

Animais de Companhia

Carta enviada pela munícipe Eduarda Costa Ferraz

Ex.mos Senhores Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Cascais Somos munícipes de Cascais e consideramos que os temas referentes à protecção dos animais a nível da nossa autarquia, nomeadamente a gestão do canil municipal, devem pertencer à agenda política dos Partidos, sendo um dos elementos de apreciação da sua actividade por parte de um número cada vez mais considerável de eleitores. Dirigimo-nos a V. Exª enquanto candidato à Presidência da Câmara de Cascais para lhe darmos parte das nossas preocupações quanto à situação dos animais abandonados e negligenciados pelos donos no município.

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O BE promove, dia 24 às 21h, Audição Pública nos Bairros Torre e Cruz do Guia

O Bloco de Esquerda promove dia 24 de Setembro, às 21 horas, uma audição pública no Bairro da Torre e Cruz do Guia, em Cascais, a ter lugar na associação de moradores, com o objectivo de conhecer a realidade do bairro e ouvir as questões dos seus residentes.

A audição conta com a presença da candidata à Câmara Municipal, Rita Calvário, a candidata à Assembleia Municipal, Berta Alves, a candidata à Junta de Freguesia de Cascais, Helena Coelho.