Comunicado de Imprensa: afinal como fica a unidade de Oncologia no Hospital de Cascais?

O Bloco de Esquerda vê com apreensão o destino da unidade de cuidados Oncológicos do Hospital de Cascais, dado que as últimas notícias continuam pouco claras quanto aos procedimentos futuros sobre esta matéria.

Em 2008, aquando o lançamento da construção do novo Hospital de Cascais o presidente da CMC, António Capucho, mostrou-se indisposto com o facto da Unidade de cuidados Oncológicos não ter sido contemplada no contrato de gestão assinado com a HPP, facto para o qual a população de Cascais e os médicos da unidade de oncologia já haviam alertado e protestado com o apoio do BE.

Há cerca de um ano o presidente da Administração da HPP – Saúde afirmava ao Público que perante as graves ilegalidades enunciados pelo Tribunal de Contas, nomeadamente a ausência de uma unidade de oncologia no novo Hospital de Cascais, fizeram um protocolo à parte em que disponibilizaram instalações e recursos humanos para a terapêutica, sendo que os médicos serão os contratados pelo Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

 

 

O BE questiona o que irá acontecer à actual equipa de médicos que constituem a valência oncológica do Hospital de Cascais e, simultaneamente, interroga-se sobre o quadro de contratação destes médicos, uma vez que já existe um outro protocolo cuja renovação é anual. Estas formas de subcontratação, inimigas da tranquilidade requerida para obtenção do melhor desempenho, geram instabilidade nas equipas médicas. Também afectam o doente oncológico que, frágil física e emocionalmente, necessita encontrar junto do seu médico o apoio e confiança ao longo dos anos de tratamento e cuidado continuado.

BE Cascais, 2010-01-04

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