Ambiente

Parque das Merendas-Guincho: salvaguardemos este raro bem…

Parque das Merendas - Guincho - espaço de lazer

Parque das Merendas - Guincho - espaço de lazer

Acesso para peões: népia (vão pelo meio da estrada não há cá passeios a tirar o caminho aos carros); Camionetas? De hora a hora se por acaso não falharem; bilhete caro, e pré-comprados só se forem aos oito, senão vão ali a Cascais a uma tabacaria que os vendem de ida e volta, disse-me em segredo um motorista… no entanto vão lá, vale a pena, é uma ilha de frescura à nossa espera…

Parque das Merendas - Guinco - não há passeios

Parque das Merendas - Guincho - não há passeios


Encontrei o espaço limpo, o que é digno de nota; já ali estive mais do que uma vez com o Grupo Ecológico de Cascais limpando, e garanto-vos que estava sempre um verdadeiro nojo; mais um milagre pré eleitoral? Ainda assim estava limpo e gostei. Dentro do recinto não há qualquer recipiente para o lixo; só à entrada. Também não há pinga de água por ali, não há  uma torneira nem um bebedouro; casa de banho zero. E quanto ao fogo, nenhuma indicação seja de permissão seja de interdição. A verdade é que lá estavam uma dúzia de marcas de fogueiras… ali mesmo debaixo das árvores… Não há também vigilância (nem qualquer suporte ou informação para uma comunicação rápida em caso de incêndio). E claro, também não há equipamento mais seguro para fazer uma fogueira (e talvez não seja de todo seguro foguear ali).

Parque das Merendas - Guincho - cadê as bocas de incêndio?

Parque das Merendas - Guincho - cadê as bocas de incêndio?

Local de eleição para muitos, mas sobretudo para os mais pobres, que podem assim passar as horas de maior calor e alimentar-se antes de se fazerem mais uma vez ao sol e ao mar. Local de encontro ao ar livre entre o mar e a serra…

Apelo à Cidadania das Populações

Apelo à Cidadania das Populações


Vendo-o tão abandonado, sobressalto-me com perguntas: estará garantido como propriedade pública ou será que dorme num limbo para que não se note quando deixar de nos pertencer?

Maria Morais

Salvaguardemos este raro bem...

Salvaguardemos este raro bem...

Apontamentos e Propostas sobre o Ambiente no Concelho de Cascais

Propostas de Maria Morais

Uma caminhada fora dos circuitos urbanos mostra-nos uma realidade escondida que fere o ambiente. As lixeiras ilegais tomaram, há muito, conta da paisagem sem que uma acção enérgica lhes ponha fim. Algumas dessas lixeiras são fruto da ausência de informação, a qual promove o despejo de lixos tóxicos em contentores ou espaços verdes isolados dos olhares públicos, com a consequente poluição descontrolada. Importa que a CMC defina um circuito de encaminhamento do munícipe para o tratamento dos resíduos sólidos e que estas lixeiras sejam detectadas e os seus lixos removidos e reciclados.Parque Natural Sintra Cascais

Mas não são apenas as lixeiras que alteram a paisagem do Concelho. Em consequência dos despejos avulta a invasão da paisagem por plantas de jardim que ajudam à gradual destruição da flora autóctone e à descaracterização da paisagem. Convém por isso impedir que espécies estrangeiras e invasoras se disseminem (evitando o desperdício de recursos que a sua inadaptação ao clima e ao ambiente local provocam) e destruam o património natural, afastando os edis da sua paisagem original e uniformizando todas as paisagens. Sobre esta matéria importa fazer cumprir as Leis existentes que prevêem a detecção da origem dessa invasão (ex: chorões invasores nas praias) e a correspondente aplicação de coimas.Parque Natural Sintra Cascais

Ainda no campo da aplicação de Leis que protegem o ambiente, temos de referir a do Ruído Porém, o ruído provocado por motas ou escapes modificados, que agridem o ambiente, raramente é suprimido pela aplicação da referida lei. Seria muito conveniente o policiamento das envolventes do parque natural e outras zonas verdes, impedindo a invasão por motos de motocross e motoquatro (e ainda cavalos nas zonas dunares).

Que fazer perante este quadro? Sugerimos uma série de medidas e acções a promover pelas autarquias.

A primeira medida agrupa um conjunto de acções de visibilidade da CMC, projectando exemplos a seguir. Entre estes situa-se a exigência aplicada aos seus arquitectos paisagistas no sentido de que tenham uma atitude mais informada, podendo a própria edilidade, através dos seus espaços verdes, apresentar soluções apelativas em que a beleza e a ecologia convivam; Criação de equipas de auditores municipais ecológicos, deslocando-se em transportes amigos do ambiente (bicicletas, a pé, a cavalo ou burro) para cobertura de trilhos e averiguação do estado das coisas (construções inadequadas, lixeiras, plantas invasoras e outras situações atentatórias do bom estado da paisagem concelhia). A criação de viveiros municipais de flora autóctone com venda dos seus produtos a preços convidativos, servindo desta forma de incentivo à população, que vive junto a áreas de paisagem protegida, para criar jardins condizentes com a paisagem (uso de árvores e restante flora da região que pelas suas características necessitam de menos água, fertilizantes, pesticidas, minimizando o impacte ambiental)
Outra acção interessante diz respeito à minimização da luz eléctrica na paisagem e consequente impacte nocivo que afecta, de forma sobejamente conhecida, as espécies animais, como as aves.

A segunda medida pressupõe estratégias de comunicação e de proximidade a CMC e os seus munícipes. A criação de canais de comunicação directos entre a população e a edilidade, na sua vertente ambiental, que sirvam de receptáculo de questões, informações e sugestões, e que se constituam como base de dados por assuntos e localizações, permitirá a célere resposta aos munícipes.
Similarmente deverá existir a disponibilização de meios para a comunicação directa de queixas ambientais, ou de atentados sobre a natureza, nomeadamente através de mapas toponímicos para a população assinalar zonas invadidas.
CascaisSintra-FamiliaAmigos-Ago2008 094Também a educação e a formação ambiental – cursos, propostas de jardins, combustagem, informação sobre ecossistemas – para a população deverá ocupar um espaço importante nas acções a implementar.

A CMC deverá estabelecer escalões de pagamento de água por espaços com jardim.

Por último, a proposta de regulamentação e a criação de Leis limitativas de plantações invasoras nas zonas sensíveis, e outras plantações em que se utilizem demasiados pesticidas e fertilizantes provocando escorrências poluentes junto às linhas de água. De igual forma, importa criar leis que favoreçam a manutenção de áreas permeáveis, impedindo a impermeabilização e compactação total dos terrenos privados e públicos.

Propostas de Maria da Conceição Morais, em 2009-05-13

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Pedaço de mar

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Cascais: Mais de duas toneladas de lixo recolhido em limpeza subaquática
01-Jun-2009

Lusa

Mais de 150 mergulhadores e voluntários participaram este fim-de-semana, em Cascais, numa iniciativa que consistia em limpar o fundo do mar, numa acção que resultou na recolha de 2,100 toneladas de lixo.

A iniciativa atraiu muitos turistas curiosos que paravam na Baía de Cascais para ver o que se passava, tal era a quantidade de pessoas, preocupadas em recolher, pesar e separar o lixo que era extraído do fundo do mar em frente à Praia dos Pescadores.

Ao mesmo tempo, um ecrã gigante emitia em directo imagens de vídeo da acção subaquática.

Carrinhos de supermercado, pneus e equipamentos de pesca foram alguns dos objectos encontrados pelos 120 mergulhadores que tiveram ainda a ajuda de uma grua, para a recolha dos objectos maiores e mais pesados.

Maria João, gestora de projectos da Cascais Atlântico – uma das empresas organizadoras – explicou que esta acção visou “sensibilizar a população para a problemática dos resíduos no mar”.

Este é o segundo ano da iniciativa que contou o ano passado com 25 mergulhadores.

“Estamos conscientes do problema do lixo do mar e por isso vamos repetir esta iniciativa nos próximos anos”, acrescentou a responsável.

Um dos mergulhadores voluntários, Miguel Lacerda, contou que havia “muita porcaria no fundo do mar” e que a sua participação terminou rapidamente quando encontrou um objecto muito pesado e que não foi possível ser extraído sem a ajuda da grua.

A par disso, Miguel Lacerda considerou a iniciativa “exemplar”, com a esperança de que “da próxima vez, quando as pessoas forem atirar lixo para o mar, se lembrem de que estiveram centenas de pessoas a trabalhar o dia todo, sem receber nada, para recolher a porcaria que muitos fazem”.

Parceira deste projecto foi também a Sociedade Ponto Verde, entidade responsável pela gestão de resíduos e embalagens de Portugal.

Em declarações à Lusa, Mário Raposo, director de comunicação, explicou que “todos os resíduos que forem recolhidos serão ser encaminhados para reciclagem”, sendo que os que não podem ser reciclados vão para aterros sanitários.

O responsável pela comunicação da empresa ProjectMar, Gabriel Marques, que esteve todo o dia a gerir a equipa de mergulhadores, disse ainda que esta “é a maior acção promovida até ao momento”, depois de terem estado em Portimão, Sesimbra e Peniche (Berlengas).

“Nos próximos meses vamos estar no Norte e em Agosto vamos estar em Porto Covo para uma mega-operação”, adiantou.

“Clean up the Atlantic” foi o nome dado à iniciativa promovida pela empresa municipal Cascais Atlântico, Grupo Ecológico de Cascais e “ProjectMar”, contando ainda com a colaboração da Sociedade Ponto Verde.

A acção decorreu em duas fases: uma limpeza subaquática, realizada sábado na praia dos pescadores, e outra de limpeza terrestre, que decorreu sexta-feira na Boca do Inferno e domingo no Farol da Guia.

De acordo com o presidente da Cascais Atlântico e vice-presidente da Câmara Municipal, Carlos Carreiras, esta acção apela, principalmente, ao sentido de voluntariado, numa demonstração do que os oceanos e os mares sofrem com a poluição marítima, um mal que é preciso evitar”.