Mobilidade e Acessibilidades

Sistemas de controlo de uso de transportes públicos exasperam utentes


Os utentes dos comboios da Linha de Cascais e do metro de Lisboa começam logo de manhã os seus dias com uma acumulação de nervos: as saídas e entradas dos transportes ocasionam longas filas de acesso, frequentes bloqueios de portas automáticas confusas pelo rápido uso, leitores de chips com sujidade acumulada incapazes de ler um chip em cartão húmido, torcido ou desgastado pela proximidade a outras fontes magnéticas.

Os utentes engolem a irritação com a pressa de não se atrasar para o emprego e respiram fundo, enervados. De tempos a tempos algum mais extrovertido vocifera contra as máquinas, os gestores ou o estado das coisas; logo tranquilizado por uma porta que afinal abre, ou por um empregado que intervém, pacificador.


Afinal vale a pena ter deixado o carro na estação mais perto de casa! Pode ser que desta vez escape à multa de estacionamento… E assim também pode ser que o dinheiro chegue até perto do fim do mês. Sim, contribuem para uma menor poluição. Só incentivos altruístas destes conseguirão amenizar tanto desconforto! E logo a noite, enfrentam outra vez o monstro. Enquanto os nervos não cederem…

Paulina Esteves

17062009818-Metro

Apontamentos e Propostas sobre Transportes no Concelho

Propostas de Maria Morais

No concelho de Cascais a mobilidade intra e  interconcelhia (como os transportes transversais a vários dos concelhos limítrofes a Cascais) apresenta diversos problemas que se colocam aos diferentes munícipes, em particular os de acessibilidades, e  que se prendem com diferentes faixas etárias e com pessoas com dificuldades especiais de locomoção ou de orientação espacial.

Vejamos alguns destas anomalias: Não só existem poucos autocarros como o seu horário de funcionamento é diminuto para as necessidades.  E se pensa que poderá fazer uma única viagem com bilhete pré-comprado, desengane-se. Os postos só vendem conjunto de módulos!

A agravar esta situação verificamos que há uma ausência total de comunicação da empresa com o seu público, ignorando as suas necessidades: percursos alterados sem satisfação ao utente, locais sem venda de bilhetes (ex. Areia), horários difíceis de consultar (letra mínima e só com a hora de saída do terminal, tendo o passageiro de fazer as contas da provável chegada da carreira à sua localidade), falha esporádica de carreiras, paragens sem abrigos dos ventos e das chuvas e terminais com WC muito pequena.

Mas não fica por aqui a relação de questões que importa alterar, nomeadamente a má preparação dos funcionários das carreiras que não só apresentam uma condução perigosa e têm, geralmente, uma má relação com o público, como também são regulares incumpridores de horários.

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Para obviar estes problemas, apresentamos algumas Propostas:

. Coordenação entre horários dos autocarros e os outros transportes; Substituição dos autocarros grandes por pequenos veículos mais adaptáveis a alguns percursos e horários (com menor afluência de passageiros); mais autocarros e alargamento dos horários e cobertura de zonas deficitárias com afluxo de população (como o Centro de Saúde no Centro de Alcabideche ou o Centro de Saúde de S. João do Estoril); carrinhas com horários suplementares entre Guincho e Cascais ao fim-de-semana e no Verão; acessibilidades: rampas para o terminal e para os autocarros (cadeiras de rodas, carrinhos de bebé, malas de viagem, etc.) e para pessoas com dificuldades motoras (por exemplo, para atravessar as linha de comboios);  segurança no túnel entre o comboio e o terminal rodoviário em Cascais.

Criação de uma cultura de diálogo da empresa com os passageiros e com a população, através de:

Acções de formação de atendimento ao cliente para os trabalhadores. Evidentemente tal só fará sentido e eco se for acompanhado de condições de trabalho adequadas aos empregados das empresas de serviços de transportes, como a Scotturb, que, por exemplo, deverá ter um seguro especial para perdas infligidas por roubos ou outros, tal como é desde há muito reclamado pelos trabalhadores dessa Empresa. Instauração imediata de inquéritos quando for apresentada queixa e respectiva divulgação dos resultados aos munícipes. Criação de nº Verde para comunicação entre utentes e empresa. Ampliação da secção de Perdidos e Achados, Reclamações e Sugestões em Cascais e em outros terminais (e não só no dormitório dos autocarros e sede da empresa na Adroana)

Por último, devem as Autarquias (Municipal e Freguesias) promover acções de formação cívica dirigidas a todas as pessoas que trabalham no Concelho: eis uma das maneiras de melhorar o atendimento ao Turista!

Propostas de Maria Morais


Mobilidade interconcelhia

A somar ao problema das acessibilidades com que muitos cidadãos são confrontados diariamente, um novo problema surge para os cascalenses com a decisão da CP de implementar mais um instrumento de controlo de passageiros à saída do comboio. Compreende-se que a CP queira optimizar receitas e impedir viagens gratuitas, mas esta medida afecta particularmente a generalidade dos cidadãos, que pagam habitualmente.

Para aqueles que viajam de comboio os obstáculos a transpor são escadarias, filas de controlo de bilhetes electrónicos à saída dos comboios e mais escadarias.

Se precisam de tomar o Metro à entrada deparam-se novamente com intermináveis filas de controlo de bilhetes de comboio e mais escadarias. De referir que frequentemente as portas automáticas avariam, e lá vêm as pessoas de uma fila retornar ao ponto de partida atrás de uma outra fila…

“Controle o seu stress” – dizem os aconselhamentos de saúde. Ok! Como?!? Se os Cascalenses e os Oeirenses aderissem em massa aos apelos da não utilização de viaturas próprias e decidissem deslocar-se de comboio para os seus trabalhos no centro de Lisboa, já imaginou a que horas chegariam e a falta de boa disposição para atender às tarefas laborais??!

Paulina Esteves


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Sistemas de controlo de uso de transportes públicos exasperam utentes

Os utentes dos comboios da Linha de Cascais e do metro de Lisboa começam logo de manhã os seus dias com uma acumulação de nervos: as saídas e entradas dos transportes ocasionam longas filas de acesso, frequentes bloqueios de portas automáticas confusas pelo rápido uso, leitores de chips com sujidade acumulada incapazes de ler um chip em cartão húmido, torcido ou desgastado pela proximidade a outras fontes magnéticas.

Os utentes engolem a irritação com a pressa de não se atrasar para o emprego e respiram fundo, enervados. De tempos a tempos algum mais extrovertido vocifera contra as máquinas, os gestores ou o estado das coisas; logo tranquilizado por uma porta que afinal abre, ou por um empregado que intervém, pacificador.


Afinal vale a pena ter deixado o carro na estação mais perto de casa! Pode ser que desta vez escape à multa de estacionamento… E assim também pode ser que o dinheiro chegue até perto do fim do mês. Sim, contribuem para uma menor poluição. Só incentivos altruístas destes conseguirão amenizar tanto desconforto! E logo a noite, enfrentam outra vez o monstro. Enquanto os nervos não cederem…
Um dia alguém disse: “Não ando de transportes. Tenho a convicção que as pessoas que os usam são pessoas sujas!” Pudera! O cheiro da adrenalina sempre foi intenso, a ponto de ser sempre detectado no reino animal…