Saúde

Outsourcing na gestão privada do hospital de Cascais preocupa João Semedo

21-Abr-2009

A gestão privada do Hospital de Cascais, cujo contrato chegou a ser chumbado pelo Tribunal de Contas, continua a levantar polémicas, surgindo agora novas informações que apontam para o recurso ao outsourcing em áreas como o Serviço de Patologia Clínica. Esta situação levanta inúmeras dúvidas no que concerne ao futuro dos actuais Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública, à manutenção da qualidade dos serviços e aos custos globais que este processo representa. Por isso, o deputado João Semedo dirigiu um requerimento ao ministério da Saúde para saber se confirma o recurso ao outsourcing e se esta é uma prática corrente noutras áreas deste serviço hospitalar.

Leia aqui o requerimento .

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17.07.2008 – 18h40 Lusa – Contrato de gestão chumbado pelo Tribunal de Contas

Bloco de Esquerda acusa ministra da Saúde de ter mentido sobre oncologia no novo Hospital de Cascais

O deputado do BE João Semedo acusou hoje a ministra da Saúde, Ana Jorge, de ter mentido ao garantir no Parlamento que o novo Hospital de Cascais teria um serviço de oncologia.

No início de uma declaração política em plenário, João Semedo assinalou o chumbo do Tribunal de Contas ao contrato de construção e gestão do novo Hospital de Cascais celebrado entre o Estado e os Hospitais Privados de Portugal (HPP).

João Semedo referiu que “o contrato foi chumbado com base em três argumentos: não defende o interesse público, não salvaguarda as regras da livre concorrência e não respeita o caderno de encargos, particularmente a construção de uma unidade de oncologia”.

“Isto é particularmente grave porque aqui neste plenário a senhora ministra da Saúde garantiu, na sequência da insistência de profissionais e utentes, que o Governo se comprometia a incluir um serviço de oncologia na parceria [público-privada]“, acrescentou.

“O Tribunal de Contas vem demonstrar que isto não passa de uma simples mentira”, acusou o deputado do BE, considerando que “é grave quando um membro do Governo, acossado pelo protesto, não tem outra solução que não a de recorrer à inverdade”.

A deputada do PS Maria Antónia Almeida Santos contestou que a ministra Ana Jorge tenha mentido.

“Tudo o que o Governo afirmou sobre a oncologia em Cascais foi rigorosamente cumprido”, defendeu.

Segundo a deputada do PS, “o que o Governo decidiu foi que todos os doentes que necessitem de tratamento oncológico serão incluídos até ao final de 2008″ e que findo esse período haverá “uma fase de renegociação”.

Maria Antónia Almeida Santos manifestou-se confiante que, como resultado dessa renegociação, a existência de um serviço de oncologia no novo Hospital de Cascais “será uma realidade”.

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