BE condena passagem a falsos recibos verdes de técnicos e enfermeiros do hpp de Cascais

Caro/a Jornalista,

BE QUESTIONA GOVERNO SOBRE ILEGALIDADES CONTRATUAIS NO HPP – HOSPITAL DE CASCAIS

O deputado João Semedo questionou esta segunda-feira os ministérios da Saúde e da Economia e Emprego sobre a dispensa de enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica do HPP – Hospital de Cascais.

Sabemos que a Administração do Hospital tem vindo a propor a estes trabalhadores a passagem a “recibos verdes”, através de uma empresa de outsourcing criada para o efeito por dois enfermeiros do próprio hospital, apesar de se manterem exactamente as mesmas funções, responsabilidades e carga horária semanal.

Ou recibos verdes ou o desemprego forçado.

Actualmente mais de 100 trabalhadores do HPP – Hospital de Cascais estão abrangidos por esta nova abordagem contratual, mas todos os trabalhadores com contrato a termo sabem que é este o destino que os espera no final do contrato.

O BE condena veementemente a clara ilegalidade que tem vindo a ser promovida no Hospital de Cascais, desrespeitando os mais básicos direitos dos trabalhadores bem como o próprio Código de Trabalho.

Nesse sentido, o BE questionou a posição do Governo perante esta nova abordagem adoptada pelo actual Administração do hospital, e ainda sobre o número de cessações de contrato entre Junho de 2010 e Julho de 2011 e o número de trabalhadores que foram contratados através de empresa(s) de prestação de serviços neste período.

O requerimento está disponivel AQUI.

O Bloco de Esquerda de Cascais

Assembleia Municipal de 11 de Julho

O Grupo Municipal do BE de Cascais, transcreve aqui na íntegra, para tod@s @s interessados os PAOD apresentados na Assembleia Municipal que ocorreu ontem.

Aproveitamos para esclarecer que, o PAOD relativo à degradação dos serviços prestados pela CP foi convertido em Moção, de forma a poder ser votado na AM. Foi rejeitado com votos favoráveis do BE e da CDU.

Assembleia Municipal de Cascais

11 de JULHO de 2011

PAOD 1

“CP – DEGRADAÇÃO DO SERVIÇO NA LINHA DE CASCAIS”

O Bloco de Esquerda, passados poucos meses, volta a esta assembleia municipal com o tema CP. A última medida desta empresa para com os utentes da linha de Cascais, consiste na supressão da circulação de vários comboios com partida da estação de S. Pedro do Estoril para Lisboa e vice-versa, desde o início de Junho.

Nas denominadas horas de ponta, faziam-se normalmente 4 circulações por hora, estando agora a efectuar-se somente 2 e, ao que tudo indica, teremos zero circulações mais brevemente do que se julga.

A diminuição do serviço aos utentes tem vindo a acentuar-se. Ainda muito recentemente foi suprimido o serviço “Lisboa à noite”, não deixando qualquer alternativa pública às pessoas que dele dependiam. Desde aí, temos vindo a assistir a uma progressiva degradação do serviço público prestado à população utente que culminará, como já foi anunciado, na sua privatização.

Esta linha urbana tem vindo a negligenciar de forma bem evidente o serviço que presta às pessoas – a título de exemplo, veja-se o descarrilamento na semana passada, vejam-se as composições dos comboios a degradar-se, as catenárias a cair. Conhecemos bem esta fórmula: deixar cair o serviço público para legitimar a privatização do mesmo.

Perante este quando, o Bloco de Esquerda manifesta a sua profunda indignação com o esquecimento a que estão a votar os utentes desta linha. Em altura de crise, onde se acentua de forma clara a dificuldade de mobilidade rodoviária para Lisboa, a debilitação do transporte ferroviário configura a pior das opções.

Nesse sentido, apelamos a um voto de indignação desta câmara para com a CP – Caminhos de Ferro de Portugal e que seja dado conhecimento do mesmo à Tutela Ministerial.

Assembleia Municipal de Cascais

11 de Julho de 2011

PAOD 2

“Orçamento Participativo em Cascais”

O Bloco de Esquerda congratula-se com o lançamento do processo de Orçamento Participativo no Concelho de Cascais.

Este tem vindo a revelar-se um instrumento absolutamente crucial no envolvimento das populações nos processos de tomada de decisão mas, sobretudo, numa maior eficácia das decisões tomadas. Não temos dúvidas de que este é o caminho certo para um concelho com melhor qualidade de vida.

Precisamente por considerarmos o Orçamento Participativo um processo determinante para a melhoria das condições de vida nas cidades, não deixamos de salientar o seu tardio começo.

Sobre isso, nunca é demais relembrar que esta tem sido uma proposta apresentada várias vezes pelo grupo municipal do Bloco de Esquerda, tendo sido em 2002 a primeira vez que o fizemos nesta câmara.

O Bloco de Esquerda tem repetidamente reivindicado no seu programa autárquico a necessidade de implementar um orçamento participativo, medida até há bem pouco tempo, absolutamente ignorada pelo Executivo.

Esta é uma medida que traz, efectivamente, mais e melhor cidadania a Cascais. É no entanto necessário alargá-la, torná-la mais eficaz, permitindo que a parcela do orçamento camarário destinada ao orçamento participativo seja cada vez maior. Actualmente o OP é de 3% do orçamento da CMC (1,5 Milhões de Euros) os restantes 97% são aplicados sem consulta às pessoas.

É pouco, manifestamente pouco, e desafiamos esta Assembleia Municipal a consensualizar um apelo no sentido de progredir no alargamento do Orçamento Participativo em Cascais, para que cada vez mais propostas sejam apresentadas, para que cada vez mais a população seja ouvida.

P´lo Bloco de Esquerda Cascais

Luís Castro e Margarida Santos

Debate Aberto: Esquerda.net

 

O esquerda.net promove um debate aberto sobre os resultados eleitorais, a actual situação política e as perspectivas da esquerda em Portugal, de acordo com a resolução da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda.
Pode enviar o seu contributo para opiniao@esquerda.net

Este espaço integra-se no debate aberto que a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda decidiu na sua reunião de 18 de Junho de 2011 (aceda a resolução).

Todas e todos os leitores do esquerda.net poderão enviar o seu contributo através do e-mail: opiniao@esquerda.net

Os contributos irão sendo publicados regularmente na área respectiva, com identificação dos seus autores e por ordem de data de entrada. Os títulos dos contributos serão da responsabilidade da redacção do esquerda.net, sempre que os autores não os titulem.

Sede do BE de Cascais

 

 

  

 

SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA DE CASCAIS/OEIRAS:

 

Rua Arthur Brandão, 13 D, Nova Oeiras, 2780-193 Oeiras
Aberta todas as QUARTAS-FEIRAS das 14h-19h
APARECE POR LÁ! A 10 minutos a pé da estação CP de Oeiras!

Podem ver como se chega lá AQUI.

Assembleia Municipal aprova Moção do BE contra a suspensão de comboios noturnos

Na Assembleia Municipal de Cascais de ontem, dia 4 de Abril, os deputados do grupo municipal do Bloco de Esquerda apresentaram uma Moção a propósito da comunicação da CP de suspensão do serviço “Lisboa à noite” a partir de 12 de Março.

A Moção do BE foi aprovada.

Votos a favor: BE, PSD e PCP

Votos contra: PS

Abstenção: CDS

MOÇÃO: “Pelo serviço Lisboa à noite”

A  CP acabou com o serviço “Lisboa à Noite”, serviço este, realizado durante a madrugada aos fins de semana e feriados nas linhas de Cascais e Sintra. Em fevereiro do ano passado, a CP suspendeu o mesmo serviço na linha da Azambuja.

Entretanto a transportadora acabou com o serviço nas linhas de Cascais e Sintra, dizendo que pela supressão deste serviço estimava-se uma poupança na ordem dos 75.000 euros.

Os serviços cancelados foram das poucas medidas de reforço de oferta tomadas ao
longo dos últimos anos nestas linhas, permitindo uma alternativa de transporte
para quem tem a capital como destino noturno. Além do conforto de milhares de
passageiros, a criação destas ligações tinha objectivos ambientais e de segurança rodoviária, uma vez que eram alternativa à utilização noturna do automóvel.

Se a fatura ambiental e os custos humanos e financeiros da sinistralidade
rodoviária fossem contabilizadas, rapidamente se perceberia que os 75 mil euros que a CP pretende poupar são, afinal, um investimento para o bem comum.  Ou seja, os motivos economicistas evocados pela CP vão contra a lógica de serviço público enquanto direito, que deveria nortear esta empresa, reduzindo-o apenas à rentabilidade.

Esta medida é ainda mais desastrosa quando a atual conjuntura de crise deveria
determinar o aumento da oferta de transporte público e a redução substancial dos
seus preços, em vez de justificar o corte de ligações.

Por estas razões a Assembleia Municipal de Cascais reunida em sessão ordinária no dia 04 de abril de 2011, delibera:

Ser contra o fim do serviço “Lisboa à Noite” da CP e repudia veementemente esta medida sobre mais esta amputação ao serviço público de transportes.

P´lo Bloco de Esquerda

Tiago Vicente e Luís Castro

*Esta Moção após aprovada deve ser enviada à CP – Comboios de Portugal; Ministério das Obras Publicas, Transportes e Comunicação; Câmaras e Assembleias Municipais de Oeiras e Lisboa e Junta e Assembleia Metropolitana de Lisboa.

Bloco em protesto contra privatização da Linha de Cascais

O protesto contra a privatização dos transportes, protagonizado por autarcas e activistas do Bloco,  serviu para alertar os utentes da Linha de Cascais para as desvantagens de uma gestão privada da CP. “O programa de privatização previsto no PEC não acabou, porque apesar de ter sido apresentado pelo PS teve também o apoio do PSD”, afirmou o deputado Heitor de Sousa.

As Concelhias de Cascais, Oeiras e Lisboa levaram a cabo uma  iniciativa de protesto contra a privatização da Linha de Cascais. Partindo das estações terminais de cada concelho, fizeram uma acção de “informação e esclarecimento contra a possível privatização das linhas suburbanas de transporte da CP”, junto de utentes e funcionários da Empresa.

A acção culminou numa concentração na Estação de Oeiras, onde  Heitor de Sousa se juntou ao protesto. Em declarações à imprensa, o deputado Blbloquista alertou para o facto de a privatização pôr em causa o passe social e que “o preço do transporte vai aumentar”.

Depois de o plano de investimento de 80 milhões de euros para modernizar a Linha de Cascais ter sido cancelado devido aos cortes orçamentais exigidos pela crise, Heitor de Sousa disse que a única previsão é “a entrega de mão beijada da gestão da CP aos privados”.

“O programa de privatização previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) não acabou, porque apesar de ter sido apresentado pelo PS teve também o apoio do PSD”, acrescentou.

Privatização é o fim da linha: TERÇA-FEIRA DIA 29 18H00 NA ESTAÇÃO CP CASCAIS

A política do disparate total

Preços mais caros

Os passes sobem 3,5% e os bilhetes 4,5%. Quando é necessário facilitar a mobilidade das pessoas e promover o transporte público ferroviário e melhorar a sua qualidade o governo decide pelo contrário. O apoio aos passes dos jovens estudantes desce para quase metade. Os aumentos de preços visam aumentar as receitas para facilitar a privatizar as empresas. E Sócrates esquece rapidamente o ambiente quando o objectivo é o lucro privado.

Fecho de linhas e horários

Já está anunciada a eliminação de horários em vários percursos. E encerramento de linhas: Marvão a Torre das Vargens, Beja a Funcheira, Coruche a Setil, Ermesinde a Leça do Balio e linha de Leixões. As promessas de reabertura já não serão cumpridas: Linhas do Corgo, Tâmega, Figueira da Foz a Pampilhosa. A linha do Tua vai por “água abaixo”, a do Sabor já foi. A linha da Lousã foi encerrada com a promessa de ser substituída pelo Metro do Mondego, mas o Governo do PS rasgou os seus próprios compromissos e suspendeu a construção do Sistema do Metro do Mondego. Guarda-Covilhã perdem serviço regional, tal como Pinhal Novo-Vendas Novas. A requalificação da Linha do Oeste foi riscada do mapa dos investimentos públicos.

O interior do país é duramente castigado com as opções do PEC, ou seja, do PS/PSD. Vários comboios serão suprimidos entre Régua e Pocinho, Vilar Formoso e Guarda, Entroncamento e Castelo Branco, Setúbal e Tunes, Funcheira e Setúbal, Covilhã e Castelo Branco, Caldas da Rainha e Coimbra, Linha do Algarve, …

As áreas urbanas de Lisboa e do Porto terão reduções de comboios à noite e ao fim-de-semana…

Ainda mais despedimentos

O grupo CP anuncia reduzir, para já, 815 postos de trabalho. Na EMEF já se fala em encerrar várias instalações: oficinas de Sernada do Vouga, Mirandela, Livração, Régua, Figueira da Foz (…), só nesta empresa anunciam-se 468 despedimentos. Mais despedimentos significarão diminuição da qualidade do serviço prestado, aumento de pobreza e precariedade nos trabalhadores.

Privatização é mais insegurança

Nos anos 80, a privatização da empresa pública British Rail, em Inglaterra, esteve na origem da perda de qualidade e na redução dos serviços, aumento dos acidentes e atrasos na modernização. O governo inglês foi obrigado a nacionalizar, de novo, as linhas devido à falência dos privados que as exploravam com custos elevados e crescentes para os contribuintes.

BE ao lado do serviço público e dos trabalhadores

O Bloco está solidário com os trabalhadores contra os despedimentos e na defesa do serviço público ferroviário. Nos locais de trabalho atingidos, nos comboios, no parlamento, o BE tudo fará para se opor a mais esta medida PS/PSD.

 

Comunicado de Imprensa: Termas do Estoril continuam encerradas

 

 

 

COMUNICADO DE IMPRENSA
Termas do Estoril continuam encerradas

Em Novembro passou um ano sobre a inauguração do Complexo Termal do Estoril, investimento privado que beneficiou de um financiamento do Estado no valor de 1,2 milhões de euros.

O BE já questionou o governo sobre este assunto, em Outubro do ano passado. A “resposta” do Ministério da Economia chegou em Janeiro. É uma resposta insolente e arrogante, através da qual o governo pretende iludir o não funcionamento das termas e a inexistência de qualquer fiscalização do governo sobre um projecto por ele financiado. O Governo invoca uma notícia de jornal e as informações do site das Termas do Estoril para dar por abertas umas termas que continuam fechadas. É assim que o governo acautela a boa utilização dos dinheiros públicos.

A realidade é que as Termas continuam sem funcionar e, segundo informações disponíveis, além de outros problemas técnicos, o espaço está contaminado por uma bactéria, o que impede a sua utilização sem riscos quer para os utilizadores quer para os profissionais. Certamente que não foi para isto que o Estado investiu neste projecto.

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda volta a insistir nesta questão, no sentido de apurar do adequado investimento dos dinheiros públicos. As perguntas do deputado João Semedo podem ser lidas AQUI.

P’la Coordenadora do BE de Cascais,
Margarida Santos (968362738)


Bloco de Esquerda de Cascais
Rua Artur Brandão, 13
Oeiras
Tel. e Fax: 211533127

http://blococascais.com

Comunicado de Imprensa: Bloco contesta fim do serviço “Lisboa à Noite” da CP


A CP anunciou hoje que vai acabar com o serviço ‘Lisboa à Noite’, realizado
durante a madrugada aos fins-de-semana e feriados nas linhas de Sintra e
Cascais. Em Fevereiro do ano passado, a CP suspendeu o mesmo serviço na linha da
Azambuja.

O Bloco de Esquerda repudia veementemente a medida e vai questionar o governo
sobre mais esta amputação ao serviço público de transportes, que a par do
aumento do preço dos passes sociais, reduz a oferta e prepara o caminho da
privatização.

Os serviços cancelados foram das poucas medidas de reforço de oferta tomadas ao
longo dos últimos anos nestas linhas, permitindo uma alternativa de transporte
para quem tem a capital como destino nocturno. Além do conforto de milhares de
passageiros, a criação destas ligações tinha objectivos ambientais e de
segurança rodoviária, uma vez que eram alternativa à utilização nocturna do
automóvel.

Se a factura ambiental e os custos humanos e financeiros da sinistralidade
rodoviária fossem contabilizadas, rapidamente se perceberia que os 75 mil euros
que a CP pretende poupar são, afinal, um investimento para o bem comum. Ou
seja, os motivos economicistas evocados pela CP vão contra a lógica de serviço
público enquanto direito, que deveria nortear esta empresa, reduzindo-o apenas à
rentabilidade.

Para o Bloco de Esquerda, o serviço público serve para assegurar direitos
fundamentais, suprimindo necessidades básicas, independentemente delas serem ou
não rentáveis. A taxa de utilização de 20%, em linhas que servem centenas de
milhar de pessoas por dia, demonstra que existe uma necessidades da população a
que a CP vai deixar de responder.

Esta medida é ainda mais desastrosa quando a actual conjuntura de crise deveria
determinar o aumento da oferta de transporte público e a redução substancial dos
seus preços, em vez de justificar o corte de ligações.

A Coordenadora Distrital de Lisboa

Apresentação da moção de censura