Porquê o protesto
Mai 29, 2010 Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público, Política, Saúde Comente!
O que leva largos milhares de pessoas de todas as idades a gastar uma tarde de sábado a desfilar em protesto na Avenida da Liberdade, em Lisboa?
Uma vez mais, será o sentimento de indignação contra a injustiça a guiar os passos destes portugueses.
Mais do que qualquer outra injustiça, será de referir essa gritante falta de equidade na repartição dos sacrifícios que neste momento estão a ser pedidos aos portugueses.
É que quem se vê obrigado a retirar do seu prato para pagar impostos, precisa de olhar à sua volta e confirmar que outros estão a fazer o mesmo.
Quem se priva de tomar o café fora de casa e anda com o casaco poído comprado há cinco anos - por não ter dinheiro para outro - precisa de olhar à volta e ver que todos estão a conter-se num esforço conjunto para vencer as dificuldades económicas e orçamentais, agora escolhidas como objectivos prioritários da governação.
Em Março passado (19/03/2010) “O Público”, revelava um estudo em que era demonstrado que mais de um quarto dos portugueses não ia ao dentista por falta de dinheiro, enquanto um quinto não comprava óculos pelo mesmo motivo.
Mais : Há dois meses atrás um terço dos doentes crónicos não comprava medicamentos por falta de dinheiro!
Depois abre-se um jornal e vê-se que o ministro contratou 14 secretárias e então percebe-se que algo vai ter que mudar em Portugal, urgentemente.
Os exemplos de contenção têm que vir de cima.
Os lideres, se querem ser seguidos, devem ir à frente e ser os primeiros a dar os bons exemplos.
De crise em crise, de austeridade em austeridade, de privação em privação, desde há largos anos os portugueses olham à sua volta e o que vêm os seus líderes fazer?
Vêem-nos contratar motoristas, secretárias e acessores em quantidades que ninguém entende. Vêem-nos atribuir-se prémios de gestão, quando as suas empresas são deficitárias. Vêem-nos adquirir frotas de carros de luxo para os gestores de empresas em dificuldades, ou para o seu uso pessoal, enquanto nos repetem que “não há dinheiro”.
Vêem-nos auferir vencimentos, mordomias e pensões que constituem verdadeiras obscenidades, se comparadas, com os rendimentos médios dos portugueses. É isto, (mas não só), que indigna as pessoas!
Vejam-se alguns dados publicados em jornais:
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VENCIMENTOS DE GESTORES – Uma minúscula amostra - |
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420.000,00 € |
TAP |
Administrador |
Fernando Pinto |
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371.000,00 € |
CGD |
Administrador |
Faria de Oliveira |
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365.000,00 € |
PT |
Administrador |
Henrique Granadeiro |
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250.040,00 € |
RTP |
Administrador |
Guilherme Costa |
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249.448,00 € |
Banco Portugal |
Administrador |
Vítor Constâncio |
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247.938,00 € |
ISP |
Administrador |
Fernando Nogueira |
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245.552,00 € |
CMVM |
Presidente |
Carlos Tavares |
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233.857,00 € |
ERSE |
Administrador |
Vítor Santos |
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224.000,00 € |
ANA COM |
Administrador |
Amado da Silva |
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200.200,00 € |
CTT |
Presidente |
Mata da Costa |
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134.197,00 € |
Parpublica |
Administrador |
José Plácido Reis |
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133.000,00 € |
ANA |
Administrador |
Guilhermino Rodrigues |
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126.686,00 € |
ADP |
Administrador |
Pedro Serra |
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96.507,00 € |
Metro Porto |
Administrador |
António Oliveira Fonseca |
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89.299,00 € |
LUSA |
Administrador |
Afonso Camões |
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69.110,00 € |
CP |
Administrador |
Cardoso dos Reis |
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66.536,00 € |
REFER |
Administrador |
Luís Pardal: Refer |
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66.536,00 € |
Metro Lisboa |
Administrador |
Joaquim Reis |
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58.865,00 € |
CARRIS |
Administrador |
José Manuel Rodrigues |
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58.859,00 € |
STCP |
Administrador |
Fernanda Meneses |
Ao contrário deste cenário de altíssimos níveis remuneratórios, os assalariados recebem precariedade e redução sucessiva de proteção social, congelamento de progressão em carreiras, privação de bens essenciais.
Os cortes nos vencimentos de quadros e líderes em Portugal são suaves e quase simbólicos, se comparados com os efectuados noutros países dessa Europa, que se diz ter como referência.
Retirar 5% ao vencimento de um gestor da banca, deixa-lhe um excelente e desafogado orçamento mensal com o qual não terá de privar-se a sí e à sua família de nada, enquanto que, se se retirar a um empregado comercial ou a um operário 1,5 ou 2% do seu salário, o seu orçamento familiar deixará a descoberto necessidades essenciais na área da habitação, da saúde, dos transportes, das comunicações, da educação dos seus filhos ou mesmo da alimentação.
Os cidadãos contribuintes perguntam-se : Afinal quem são os responsáveis pelos erros orçamentais e pelo endividamento excessivo de algumas empresas públicas, privadas e do próprio estado português?
Resposta: Os decisores políticos, os governantes e ex-governantes, os gestores do que é público e também do que é privado.
Ora essa casta de decisores, governantes e líderes que tomaram as medidas erradas cujos resultados estão à vista, são hoje os primeiros a recomendar que se depeçam as pessoas, que se roube o 13º mês aos trabalhadores, que se precarize, que se poupe na protecção social, na educação, nas pensões e na saúde.
Injustamente, são decisores e os gestores aqueles que menos sofrem os efeitos da situação económica que eles próprios criaram.
Remetem para os trabalhadores por conta de outrém quase toda a pesada factura dos erros, de governação e de gestão, de que os trabalhadores não são minimamente responsáveis.
Esse é o tipo de injustiça que não se tolera.
Carlos Augusto Silva
Comício: A Resposta da Esquerda à Crise – com Francisco Louçã e Dimitri Stratoulis – 27 MAIO – 21h30 Jd S. Pedro de Alcântara
Mai 24, 2010 Bloco, Política, Sem categoria Comente!
CONVITE COMÍCIO
A RESPOSTA DA ESQUERDA À CRISE
Com
FRANCISCO LOUÇÃ
DIMITRI STRATOULIS | Coligação Syriza – Grécia
27 MAIO – 21h30
JARDIM S. PEDRO DE ALCÂNTARA
(BAIRRO ALTO)
Realizou-se mais um encontro de activistas integrado nas “Conversas Abertas sobre Cascais”
Mai 23, 2010 Política Comente!
O debate e o planeamento de novas acções e actividades constituiram os pontos principais de mais uma “Conversa Aberta Sobre Cascais”, envolvendo activistas independentes, simpatizantes e aderentes pertencentes à organização concelhia de Cascais do Bloco de Esquerda.
A reunião, que teve lugar numa unidade Hoteleira do Monte Estoril, ocorreu durante o serão da passada 4ªFeira, 19/05/2010 tendo proporcionado o debate de algumas das questões mais prementes do nosso concelho.
Na linha da Conversa Aberta ocorrida a 27 de Março passado, numa colectividade em Alcoitão, mais uma vez estiveram em cima da mesa temas da actualidade de Cascais, tendo-se perspectivado a intervenção política em áreas diversificadas, como: Os transportes públicos, os Centros de Saúde, o Parque Natural, o Património Urbano e a circulação pedonal.
Foi realizado um ponto de situação acerca dos diferentes projectos de trabalho, que vários pequenos grupos de activistas se encontram a organizar.
Já no terreno, estão em marcha iniciativas das quais em breve daremos notícia, aqui nesta tribuna.
Bloco de Esquerda em solidariedade com os trabalhadores da Legrand
Mai 20, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho, Interesse Público, Sem categoria Comente!
A deputada à Assembleia da República, candidata do BE à Câmara de Cascais nas últimas legislativas, Rita Calvário participou hoje na manifestação solidária com a luta dos trabalhadores da Legrand Eléctrica, que decretaram greve para hoje. Na sua intervenção aos trabalhadores, e outros activistas e dirigentes sindicais que participaram nesta acção solidária, Rita Calvário manifestou a solidariedade das organizações do Bloco de Esquerda, tendo estado presente membros da Coordenadora Concelhia, e do seu Grupo Parlamentar, manifestou ainda a oposição do Bloco à especulação imobiliária e consequente despedimento dos trabalhadores, comunicando ainda a apresentação de uma pergunta dirigida ao Governo sobre esta matéria.
COMUNICADO DE IMPRENSA: Solidariedade com os trabalhadores da Legrand Eléctrica
Mai 20, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho Comente!
Solidariedade com os trabalhadores da Legrand Eléctrica em greve hoje!

A Coordenadora Concelhia e a Coordenadora Distrital de Lisboa do Bloco de Esquerda manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores da Legrand Eléctrica, em Cascais, que estão hoje em greve. A greve surge, segundo os trabalhadores, “em protesto contra a intenção da administração de vender os terrenos da fábrica, tudo indica ao El Corte Inglês, comprometendo a manutenção dos actuais 450 postos de trabalho”.
Entre as 15h e as 17h os trabalhadores estarão concentrados junto ao portão da fábrica e uma delegação da Coordenadora Distrital Bloquista, assim como da Coordenadora Concelhia de Cascais, acompanhada da deputada Rita Calvário estará presente pelas 16h em solidariedade.
O Bloco já apresentou um requerimento ao governo exigindo explicações sobre este problema e protestando pela facilidade com que a entidade patronal “joga com a vida das pessoas”.
Esta multinacional francesa tem vindo a “pressionar a Câmara Municipal de Cascais no sentido de alterar o PDM de modo a que os terrenos da fábrica sejam classificados de urbanizáveis, com o intuito de realizar um negócio de especulação imobiliária na ordem dos 150 milhões de euros. Acresce que a administração da Legrand recusa qualquer possibilidade de transferir a fábrica para outro local do concelho, pelo que a venda dos terrenos implicará o encerramento da empresa” – alerta, justamente, o Sindicato das Indústrias Eléctricas.
Ainda segundo o comunicado emitido pelo SIESI “a administração da Legrand tem vindo a transferir equipamentos e produções para outras empresas e, em 2009, realizou um despedimento colectivo de 77 trabalhadores que substituiu por temporários. Recebeu, há três anos, 8 milhões de euros do estado português para manter 431 postos de trabalho permanentes, contrato que não cumpriu. Presentemente tem em curso uma onda de repressão que levou à instauração de mais de uma dezena de processos disciplinares, que incluem a nossa Delegada Sindical Paula Rodrigues, suspensa preventivamente”.
Cascais, 20 de Maio de 2010
Cascais debateu mobilidade no Concelho – Como nos deslocamos em Cascais?
Mai 8, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho, Interesse Público, Segurança rodoviária, Transportes Comente!
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O Bloco de Esquerda de Cascais organizou, no passado dia 5 de Maio, um debate sobre a mobilidade no concelho, contando com a presença do deputado Heitor de Sousa, especialista em transportes, do sindicalista convidado Luís Oliveira, dirigente do STRUP, e de Tiago Vicente eleito na AM de Cascais pelo BE. Na introdução do encontro, Tiago Vicente recordou que desde há muito que o Bloco vem apontando a falta de integração da política de transportes no planeamento urbano afecta a qualidade de vida das populações do concelho de Cascais. Na perspectiva do BE Cascais, reforçar a resposta dos transportes públicos no concelho de Cascais é fundamental, com melhores horários, mais conforto, tarifas sociais e maior articulação entre as operadoras de transporte. Por outro lado, o transporte ferroviário de Cascais necessita ser modernizado e as carreiras devem ser reforçadas e prestar um serviço público com melhor qualidade, pois existe uma grande deficiência nas ligações litoral-interior e interior-interior. Na sua intervenção, o deputado Heitor de Sousa focou a privatização dos serviços ferroviários, relatando as más experiências ocorridas noutros países, que são lesivas para o Estado e para os utentes. Luís Oliveira, dirigente sindical do STRUP, deu o seu testemunho de como os trabalhadores sofrem de repressão e perseguição por parte da administração da empresa (a gestão da Scotturb é a mesma gestão da Vimeca), sem protecção quando são assaltados e a empresa os obriga a repor do seu bolso todo o dinheiro roubado, sendo inclusive então deslocados das suas funções normais como uma espécie de castigo! |
COMO NOS DESLOCAMOS NO CONCELHO DE CASCAIS?
Mai 3, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Interesse Público, Política, Transportes Comente!
Notícias da A.F. de Alcabideche
Abr 24, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Saúde, Transportes Comente!
A Assembleia de Freguesia de Alcabideche reunida ontem, dia 22 de Abril aprovou a constituição de uma delegação para dialogar com a Direcção do Centro de Saúde e proceder ao apuramento da situação da falta de médicos de família tendo em vista a formulação de propostas de intervenção em relação ao problema.
Além desta incumbência, esta comissão terá outra missão: Dialogar com a administração da transportadora Scotturb tendo em vista a necessidade – cada vez mais sentida pelos utentes – de melhorar a qualidade do serviço que presta.
Esta deliberação da Assembleia vem ao encontro de duas das principais preocupações do Bloco de Esquerda, inscritas no seu programa eleitoral concelhio e para a Freguesia de Alcabideche, que desde o início do presente mandato vêm sendo referidas pelo seu eleito, naquela Assembleia. Espera-se que estas diligências da Assembleia venham a traduzir-se – a prazo – em benefícios no serviço prestado aos utentes do Centro de Saúde e da Scotturb.
A decisão da Assembleia coincide com o entendimento do BE, de que a Assembleia de Freguesia, como órgão deliberativo e representativo da freguesia, não pode remeter-se a um papel formal de debate e aprovação rotineira de documentos, nem ficar a olhar passivamente para os problemas com que a freguesia se debate.
A A.F. pode e deve intervir no na procura de soluções para os problemas da freguesia, questionando as entidades locais, apurando os factos, interpelando agentes políticos, económicos e sociais, ( como a Scotturb e a Direcção do Centro de Saúde), influenciando, fazendo sugestões e propostas, pressionando e assumindo um papel político activo em prol do bem estar das populações.
Além do referido, o plenário aprovou documentos como as Contas de Gerência e o Relatório Trimestral de Actividades da Junta.
De registar igualmente a aprovação por unanimidade de moções de saudação e apoio ao 25 de Abril – Dia da Liberdade – e ao 1º de Maio – Dia do Trabalhador.
C.S.
Estoril-Sol: Tribunal de Cascais aceita providência cautelar de trabalhadores despedidos
Abr 22, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público, Justiça 3 Comentários
22 de Abril de 2010, 17:22
Cascais, 22 abr (Lusa) – O Tribunal de Cascais aceitou a providência cautelar interposta pela comissão sindical contra o despedimento coletivo da Estoril-Sol, revelou hoje o advogado do sindicato.
“Fui hoje contactado pelo Tribunal que me informou que a providência cautelar interposta pelos trabalhadores na semana passada foi aceite por ter, à partida, fundamento”, disse à Lusa o advogado da Comissão de Trabalhadores do Estoril-Sol, João Camacho.
“Resta agora aguardar pela audiência e esperar que o despedimento coletivo seja suspenso”, acrescentou o causídico.
Despedimentos no Casino Estoril – numa empresa que dá lucro!
Abr 21, 2010 Actualidade Concelho Cascais, Condições trabalho, Direitos Laborais, Interesse Público, Política 1 Comentário
Cascais, 20 abr (Lusa) – A comissão de trabalhadores do Casino do Estoril afirmaram-se hoje “desiludidos” com aquilo que consideram ser a falta de resposta do Ministério do Trabalho, sobre a validade dos despedimentos.
“Estamos muito desiludidos. Saímos do Ministério de Pilatos, onde toda a gente lava as mãos e não assume responsabilidades”, disse à Agência Lusa o dirigente da Comissão de Trabalhadores (CT) da Estoril Sol, Clemente Alves.







