Privatização é o fim da linha: TERÇA-FEIRA DIA 29 18H00 NA ESTAÇÃO CP CASCAIS

A política do disparate total

Preços mais caros

Os passes sobem 3,5% e os bilhetes 4,5%. Quando é necessário facilitar a mobilidade das pessoas e promover o transporte público ferroviário e melhorar a sua qualidade o governo decide pelo contrário. O apoio aos passes dos jovens estudantes desce para quase metade. Os aumentos de preços visam aumentar as receitas para facilitar a privatizar as empresas. E Sócrates esquece rapidamente o ambiente quando o objectivo é o lucro privado.

Fecho de linhas e horários

Já está anunciada a eliminação de horários em vários percursos. E encerramento de linhas: Marvão a Torre das Vargens, Beja a Funcheira, Coruche a Setil, Ermesinde a Leça do Balio e linha de Leixões. As promessas de reabertura já não serão cumpridas: Linhas do Corgo, Tâmega, Figueira da Foz a Pampilhosa. A linha do Tua vai por “água abaixo”, a do Sabor já foi. A linha da Lousã foi encerrada com a promessa de ser substituída pelo Metro do Mondego, mas o Governo do PS rasgou os seus próprios compromissos e suspendeu a construção do Sistema do Metro do Mondego. Guarda-Covilhã perdem serviço regional, tal como Pinhal Novo-Vendas Novas. A requalificação da Linha do Oeste foi riscada do mapa dos investimentos públicos.

O interior do país é duramente castigado com as opções do PEC, ou seja, do PS/PSD. Vários comboios serão suprimidos entre Régua e Pocinho, Vilar Formoso e Guarda, Entroncamento e Castelo Branco, Setúbal e Tunes, Funcheira e Setúbal, Covilhã e Castelo Branco, Caldas da Rainha e Coimbra, Linha do Algarve, …

As áreas urbanas de Lisboa e do Porto terão reduções de comboios à noite e ao fim-de-semana…

Ainda mais despedimentos

O grupo CP anuncia reduzir, para já, 815 postos de trabalho. Na EMEF já se fala em encerrar várias instalações: oficinas de Sernada do Vouga, Mirandela, Livração, Régua, Figueira da Foz (…), só nesta empresa anunciam-se 468 despedimentos. Mais despedimentos significarão diminuição da qualidade do serviço prestado, aumento de pobreza e precariedade nos trabalhadores.

Privatização é mais insegurança

Nos anos 80, a privatização da empresa pública British Rail, em Inglaterra, esteve na origem da perda de qualidade e na redução dos serviços, aumento dos acidentes e atrasos na modernização. O governo inglês foi obrigado a nacionalizar, de novo, as linhas devido à falência dos privados que as exploravam com custos elevados e crescentes para os contribuintes.

BE ao lado do serviço público e dos trabalhadores

O Bloco está solidário com os trabalhadores contra os despedimentos e na defesa do serviço público ferroviário. Nos locais de trabalho atingidos, nos comboios, no parlamento, o BE tudo fará para se opor a mais esta medida PS/PSD.

 

Comunicado de Imprensa: Termas do Estoril continuam encerradas

 

 

 

COMUNICADO DE IMPRENSA
Termas do Estoril continuam encerradas

Em Novembro passou um ano sobre a inauguração do Complexo Termal do Estoril, investimento privado que beneficiou de um financiamento do Estado no valor de 1,2 milhões de euros.

O BE já questionou o governo sobre este assunto, em Outubro do ano passado. A “resposta” do Ministério da Economia chegou em Janeiro. É uma resposta insolente e arrogante, através da qual o governo pretende iludir o não funcionamento das termas e a inexistência de qualquer fiscalização do governo sobre um projecto por ele financiado. O Governo invoca uma notícia de jornal e as informações do site das Termas do Estoril para dar por abertas umas termas que continuam fechadas. É assim que o governo acautela a boa utilização dos dinheiros públicos.

A realidade é que as Termas continuam sem funcionar e, segundo informações disponíveis, além de outros problemas técnicos, o espaço está contaminado por uma bactéria, o que impede a sua utilização sem riscos quer para os utilizadores quer para os profissionais. Certamente que não foi para isto que o Estado investiu neste projecto.

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda volta a insistir nesta questão, no sentido de apurar do adequado investimento dos dinheiros públicos. As perguntas do deputado João Semedo podem ser lidas AQUI.

P’la Coordenadora do BE de Cascais,
Margarida Santos (968362738)


Bloco de Esquerda de Cascais
Rua Artur Brandão, 13
Oeiras
Tel. e Fax: 211533127

http://blococascais.com

Comunicado de Imprensa: Bloco contesta fim do serviço “Lisboa à Noite” da CP


A CP anunciou hoje que vai acabar com o serviço ‘Lisboa à Noite’, realizado
durante a madrugada aos fins-de-semana e feriados nas linhas de Sintra e
Cascais. Em Fevereiro do ano passado, a CP suspendeu o mesmo serviço na linha da
Azambuja.

O Bloco de Esquerda repudia veementemente a medida e vai questionar o governo
sobre mais esta amputação ao serviço público de transportes, que a par do
aumento do preço dos passes sociais, reduz a oferta e prepara o caminho da
privatização.

Os serviços cancelados foram das poucas medidas de reforço de oferta tomadas ao
longo dos últimos anos nestas linhas, permitindo uma alternativa de transporte
para quem tem a capital como destino nocturno. Além do conforto de milhares de
passageiros, a criação destas ligações tinha objectivos ambientais e de
segurança rodoviária, uma vez que eram alternativa à utilização nocturna do
automóvel.

Se a factura ambiental e os custos humanos e financeiros da sinistralidade
rodoviária fossem contabilizadas, rapidamente se perceberia que os 75 mil euros
que a CP pretende poupar são, afinal, um investimento para o bem comum. Ou
seja, os motivos economicistas evocados pela CP vão contra a lógica de serviço
público enquanto direito, que deveria nortear esta empresa, reduzindo-o apenas à
rentabilidade.

Para o Bloco de Esquerda, o serviço público serve para assegurar direitos
fundamentais, suprimindo necessidades básicas, independentemente delas serem ou
não rentáveis. A taxa de utilização de 20%, em linhas que servem centenas de
milhar de pessoas por dia, demonstra que existe uma necessidades da população a
que a CP vai deixar de responder.

Esta medida é ainda mais desastrosa quando a actual conjuntura de crise deveria
determinar o aumento da oferta de transporte público e a redução substancial dos
seus preços, em vez de justificar o corte de ligações.

A Coordenadora Distrital de Lisboa

Apresentação da moção de censura

COMUNICADO DE IMPRENSA: Centro Comunitário da Boa Nova em S. João do Estoril dificulta acesso a crianças carenciadas

Na última Assembleia Municipal de Cascais, o Bloco de Esquerda elegeu a situação dos habitantes do Bairro Novo do Pinhal, antigo Bairro do Fim do Mundo, como objecto da intervenção no ponto antes da ordem do dia (PAOD).

A situação é sobejamente conhecida entre os habitantes de Cascais mas, sobretudo, entre quem vive em S. João do Estoril e conhece a importância fundamental que o Centro Comunitário da Boa Nova poderia ter para a comunidade local, caso o protocolo estabelecido entre o Centro Paroquial do Estoril e a Segurança Social fosse cumprido.

Infelizmente a situação denunciada pelo relatório inspectivo efectuada pela Segurança social em 2009 ao dito Centro, não só se mantém na mesma como tem vindo a agravar-se. Falamos do abuso que este Centro Comunitário tem praticado em terrenos que deveriam estar ao serviço da comunidade local mas mais não são do que palco para um desfile de carros luxuosos e famílias abastadas, patrocinado indevidamente pela comparticipação que recebe do Estado por um suposto apoio às crianças carenciadas e aos idosos – 250 € por cada criança.    

O Bloco de Esquerda de Cascais está solidário com a contestação que a Associação da Moradores tem levado a cabo e não deixará esta situação cair no esquecimento do Executivo Camarário que tem o dever de zelar pelo bem-estar dos munícipes. Prova disso são as perguntas que dirigimos no PAOD durante a última AM, que reproduzimos na íntegra em baixo, bem como a pergunta que a deputada Rita Calvário dirigiu hoje ao Ministério do Trabalho e Segurança Social.

P’la Coordenadora Concelhia de Cascais

Margarida Santos

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PAOD – Assembleia Municipal de Cascais – 28 de Fevereiro de 2011:

Segundo o que veio esta semana na imprensa: Todos os dias se vê um movimento de carros à porta do centro comunitário senhora da boa nova, dando um cenário igual ao de tantos outros colégios. Pais a entrar e a sair e muitas crianças, as mais pequenas de batas e os mais velhos de fardas parecendo assim um colégio privado. Mas o centro comunitário senhora da boa nova é uma instituição de solidariedade social e tem como missão ajudar as populações carenciadas da zona. Sabemos que o protocolo que têm com a segurança social diz que deve ser para crianças carenciadas e em risco.

O relatório da última isnpecção da segurança social feita aos serviços sociais do centro paroquial do estoril em 2009 em que o centro ainda estava em construção indicava haver dúvidas à acessibilidade da creche dificultando a entrada das crianças mais necessitadas. Este protocolo com a segurança social permite que o centro comunitário receba comparticipação pelos serviços prestados às crianças e idosos. Por cada criança na creche e pré-escolar o estado paga 250 euros por mês e é isso que permite os chamados preços sociais.

Sabemos que a associação de moradores do antigo bairro fim do mundo expressa que o centro comunitário apenas serve a elite de Cascais, tendo eles feito uma manifestação para poderem aceitar algumas crianças do bairro.

A directora do centro referiu que tem uma boa relação com o bairro (citando-a) “Na verdade, até acho que conseguimos uma excelente integração com o bairro. Não há um unico grafitti nas nossas paredes” disse.

Com isto gostariamos de saber:

  • Quantas crianças carenciadas frequentam a creche e o pré-escolar da instituição?
  • O que é que o executivo tem feito para averiguar a situação?
  • Que conhecimento tem sobre estas duvidas da segurança social?

 P´lo Bloco de Esquerda

Tiago Vicente e Berta Alves

Debate na Atena 1 – rampas na Estação CP S. João do Estoril

Podem ouvir 15 minutos de debate AQUI.

Entre os argumentos esgrimidos pela engenheiro da REFER destaca-se a presumível “inviabilidade da instalação de rampas” pois estas são obrigatórias por Lei, salvo razões técnicas que não a viabilizem. Ora, a REFER aponta os “custos” associados às rampas como uma das razões para a não instalação de rampas! Para além de “chutar a bola” para a Câmara, afirmando que se limitam a cumprir estritamente o Protocolo estabelecido com a CMC de 2000.

De referir que o Mourão, presidente da Junta de Freguesia do Estoril, afirmou nunca ter sido chamado, em nenhum momento, a opinar sobre o projecto. Ao que o representante da REFER respondeu que”nem tinha nada que ser”.

Cremos que neste debate fica bem patente o tom que a REFER tem adoptado nesta discussão.






Pisando a zebra ao som de apitos, em Cascais

O intermitente e desagradável som das buzinas convoca a nossa atenção, exigindo-nos que olhemos para os locais de onde provêm: os dois semáforos, colocados nas extremidades da passadeira que cruza a avenida, bem no centro de Cascais.  

Percebe-se a boa intenção por detrás da decisão de instalar o equipamento: Guiar os peões invisuais na travessia da rua, alertando-os através da sinalização sonora enquanto dura a breve permissão dada aos peões para a travessia de várias das artérias do centro de Cascais. A generalidade dos peões dispõe – além da sinalização sonora referida – de cronómetros que mostram em luminosos ecrãs bem visíveis o número de segundos – normalmente bastante escasso – de que dispõem para completar a travessia de muitas das vias, o que acaba por contagiar com uma tensão desnecessária qualquer pacato passeio por aquela que é considerada uma das mais belas vilas de Portugal. Quem se desloque por Cascais num tranquilo passeio pedonal, corre pois o risco de se deixar invadir pelo stress, pois será fácil dar-se conta de que já só dispõe de oito ou dez segundos para transpor os 10 metros da passadeira que restam. Nestas circunstâncias é-se facilmente transportado para a pele do herói da série ” Missão Impossível ” que conta os segundos que lhe restam para abandonar incólume o local onde a sobrevivência é inviável: a passadeira, neste caso. Estas condições tornam-se desagradáveis para quem percorre Cascais diariamente atrás dos seus afazeres pessoais e profissionais, mas mais ainda para quem visita Cascais em horas de passeio, lazer e turismo, em busca da fruição do ambiente ameno da vila, de paz e da tranquilidade, alternativas ao bulício das grandes cidades.


 



Quem tem dificuldades de locomoção, quem se desloca mais lentamente carregado com compras ou outros volumes, tem dificuldade em atravessar as diversas vias assim sinalizadas, no prazo de escassos segundos que são concedidos pelo temporizador do semáforo. Para quem chega à passadeira já com a luz verde acesa instala-se a dúvida: Ousa-se iniciar a travessia quando já só restam nove segundos? Passo? Não passo? Oito segundos… vou passar. Sete segundos.. já não vai dar tempo. Seis segundos . – O silvo imperativo e insistente da buzina também não ajuda ninguém a pensar – Quatro segundos… desisto e prefiro não atravessar. Embora seja exasperante a longa espera em certos locais, como em frente ao mercado ou ao Cascais Villa, é mais seguro aguardar imóvel e de pé largos minutos, até que o sinal volte a abrir. Durante a travessia, observa-se no ecrã semafórico a contagem decrescente dos segundos a escoarem-se num suspense tão absurdo quanto desnecessário que nos leva a perguntar-nos porque é dado tão pouco tempo de travessia aos peões.

O tempo que é retirado aos peões é concedido aos automóveis para a sua circulação, o que não se afigura nada justo. Existirá algum tipo de orientação clara quando se trata de escolher entre o tempo dado aos automobilistas e o tempo que se dá aos peões? Que orientação é essa? Se por razões de economia, saúde, sustentabilidade ambiental e defesa do património, se afirma pretender promover e incentivar as deslocações a pé e desencorajar o uso do automóvel nas zonas do centro urbano da sede do concelho, não seria lógico existir uma distribuição de tempo para os peões mais adequada às necessidades dos muitos caminhantes – residentes e turistas – que todos os dias circulam pelo centro de Cascais?


 

E já agora, não haverá um sinal de aviso sonoro um pouco mais agradável, para soar nas ruas da nossa Cascais?

Carlos Silva, eleito pelo BE na Assembleia de Freguesia de Alcabideche

Publicado na 24ª edição da Golden News Cascais


Sessão com Francisco Louçã no Centro Cultural de Cascais

Na passada qruarta-feira, o Bloco de Esquerda de Cascais organizou uma sessão pública no Centro Cultural de Cascais.

Crise, FM,  austeridade e as respostas da esquerda nos próximos tempos, foram os temas abordados pelo deputado Francisco Louçã ao longo de toda a sessão. Com 40 pessoas na assistência, foi possível um debate aberto e participado, onde se ouviu vários relatos pessoais de desemprego, precariedade e de como a crise está a afectar o quotidiano das familias.

O Decreto-lei 70/2010, relativo às novas regras da condição de recursos para se poder aceder às prestações sociais do Estado, constitui o conjunto de medidas que mais preocupação gera junto dos mais desfavorecidos, e não só, e isso foi bem patente pelas questões lançadas pelo público.

“Estamos a aceitar que se destrua a economia portuguesa devido a esta política de precariedade, desemprego e falta de oportunidades”.  Estas foi uma das ideias que Louçã deixou durante a sessão e que mereceu a concordância de várias pessoas na assistência. A estes ataques o BE propõe que se invista nas políticas de criação de emprego, pois só assim é possível uma economia forte e então o crescimento do país.

Resposta do Governo a pergunta do BE sobre condições de trabalho na Scotturb

Como se recordam, na sequência dum debate que o Bloco de Esquerda de Cascais promoveu sobre as condições de trabalho na Scotturb, em Dezembro passado, o deputado Heitor de Sousa, que esteve como orador nesse mesmo debate, dirigiu uma pergunta ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSS), no sentido de perceber qual o posicionamento deste relativamente ao elenco de reivindicações que já desde Dezembro de 2009 o sindicato fez chegar ao MTSS.  Poderão aceder ao comunicado de imprensa que na altura publicámos sobre o assunto AQUI.

O Ministério respondeu ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. Pela  resposta, à qual podem aceder AQUI, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) terá  feito uma inspecção na sequência da nossa pergunta, no entanto, conclui que está tudo bem e que a empresa cumpre com tudo o que lhe é devido, pese embora os comunicados do sindicato não coincidirem com esta posição.

Francisco Louçã dia 9 de Fevereiro, às 21.30h, no Centro Cultural de Cascais

 

 

ELES ROUBAM, TU PAGAS

Francisco Louçã estará, na quarta-feira dia 9 de Fevereiro, às 21.30h, no Centro Cultural de Cascais, em frente ao forte da Cidadela, para um debate sobre as medidas de austeridade, a entrada do FMI, a crise (…) e as alternativas políticas que o Bloco Esquerda propõe. Convidamos todos e todas a estarem presentes.

Quais são as consequências da entrada do FMI? Vai haver liberalização dos despedimentos? Os salários vão descer ainda mais? Os impostos vão aumentar ainda mais? Esta política não é já a política do FMI? Onde o Estado pode ir buscar dinheiro? Como tudo isto afecta a vida das pessoas? A situação é grave e toda a política está submetida a uma obrigação de respostas claras.

Os Centros de Emprego têm registado aumentos contínuos do desemprego; mas o governo continua a fazer opções erradas: privatizações que fazem do que é de todos um negócio para alguns, compra de submarinos, aviões e outro material de guerra, entrega de dinheiro dos contribuintes aos especuladores do BPN, tolerância com a fuga das grandes fortunas para paraísos fiscais ou permitir que os bancos só paguem 5% de IRC quando qualquer pequena empresa paga 25%…

As respostas do Bloco de Esquerda são outras, convidamos todas as pessoas a vir debatê-las, dia 9 de Fevereiro às 21.30h, com Francisco Louçã.