Estoril-Sol: Tribunal de Cascais aceita providência cautelar de trabalhadores despedidos

22 de Abril de 2010, 17:22

 

Cascais, 22 abr (Lusa) – O Tribunal de Cascais aceitou a providência cautelar interposta pela comissão sindical contra o despedimento coletivo da Estoril-Sol, revelou hoje o advogado do sindicato.

“Fui hoje contactado pelo Tribunal que me informou que a providência cautelar interposta pelos trabalhadores na semana passada foi aceite por ter, à partida, fundamento”, disse à Lusa o advogado da Comissão de Trabalhadores do Estoril-Sol, João Camacho.

“Resta agora aguardar pela audiência e esperar que o despedimento coletivo seja suspenso”, acrescentou o causídico.

Despedimentos no Casino Estoril – numa empresa que dá lucro!

Cascais, 20 abr (Lusa) – A comissão de trabalhadores do Casino do Estoril afirmaram-se hoje “desiludidos” com aquilo que consideram ser a falta de resposta do Ministério do Trabalho, sobre a validade dos despedimentos.

“Estamos muito desiludidos. Saímos do Ministério de Pilatos, onde toda a gente lava as mãos e não assume responsabilidades”, disse à Agência Lusa o dirigente da Comissão de Trabalhadores (CT) da Estoril Sol, Clemente Alves.

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O sol põe-se para os trabalhadores da Empresa Estoril-Sol

O Bloco de Esquerda soube hoje pela imprensa que o despedimento colectivo dos 113 trabalhadores da Estoril-Sol deram hoje inicio. Ao que soubemos, estes despedimentos decorrerão de forma sumária até ao final do mês de Maio.

Não compreendemos nem aceitamos que uma empresa como a Estoril-Sol, que existe e subiste com o conluio da Câmara Municipal de Cascais, relembramos que o próprio Stanley Ho que obviamente está à frente da empresa que controla o Jogo em Portugal recebeu das mãos do actual Presidente da CMC medalha de mérito empresarial, possa despedir de forma totalmente infundada mais de 100 trabalhadores.

Não estamos perante uma empresa com prejuízos. Pelo contrário. Já o dissemos em pergunta que o GP do Bloco de Esquerda colocou ao Ministério da Economia e Inovação no inicio do mês de Fevereiro (à qual ainda não se obteve qualquer resposta), segundo a Comissão de Trabalhadores, houve de 2003 a 2009 um aumento de 133 para 193 milhões de euros de lucro. De que forma é que estes aumentos se traduzem na suposta necessidade de despedir trabalhadores, é que não compreendemos e condenamos com veemência.

Sabemos que empresas com a Estoril-Sol movem-se noutros campeonatos, o dos grandes, onde despedir 113 trabalhadores pouco significa para a empresa, ainda que este número signifique também 113 famílias.

O Bloco de Esquerda de Cascais alerta para a necessidade de não se deixar cair no esquecimento mais uma enorme injustiça. Exigimos que o Governo, por intermédio do Ministério do Trabalho, assim como pela Secretaria de Estado do Turismo, tomem uma posição em defesa destes postos de trabalho necessários, assim como o Executivo da Câmara Municipal de Cascais, a quem parece que nada disto diz respeito, esquecendo que foi eleito pela população de Cascais, e não pela administração da Estoril-Sol.

2010-04-14

Bloco Esquerda Cascais