HOSPITAL DE CASCAIS: Técnicos de Análises Clínicas e de Saúde Pública

O deputado do Bloco João Semedo dirigiu uma pergunta ao Ministério da Saúde sobre a  situação dos trabalhadores do Serviço de Patologia do Hospital de Cascais.

Os Técnicos de Análises Clínicas e de Saúde Pública do quadro do Centro Hospitalar de Cascais (SNS) receberam a informação de que não irão ser integrados pelo grupo HPP no novo Hospital.

“São trabalhadores do quadro da função pública e  foram “aconselhados” a fazerem contrato com a General-Lab, mas em condições bastante desfavoráveis para os trabalhadores (por exemplo, redução do vencimento e/ou aumento do horário de trabalho semanal). Caso não o fizessem passariam à situação de mobilidade, com a correspondente perdas de direitos. De salientar que a todos os outros funcionários, em regime de contrato em funções públicas nesta instituição, foi proposta a cedência por interesse público.”

O BE apresentou hoje no Parlamento as seguintes perguntas ao Ministério da Saúde, entregues ao Sr. Presidente da Assembleia da República (clicar para abrir):

HPP Cascais situação de técnicos – pergunta

 

A nossa vida não é um tabuleiro do monopólio!

Ainda mais buracos financeiros????

Privatizar Hospitais para reduzir défice???

Não chegam 218 milhões de euros de prejuízos em apenas 9 meses???


Surgiu a informação noticiosa que, para reduzir o défice público, um grupo de economistas defende a alienação do que resta do património público, assim como a privatização de escolas e hospitais!

Mas se ainda há poucos dias (*1) nos informaram que as EPE (Entidades Públicas Empresariais, criadas para a gestão hospitalar pelo Ministério da Saúde) conseguiram o brilhante número, em prejuízos, de 218 milhões de euros , em apenas 9 meses?!
E se o Governo ainda em Dezembro injectou 70 Milhões de Euros (*2) em EPE para que pudessem fazer face às despesas imediatas, pagar aos fornecedores?!!

Mas será assim tão difícil perceber que a saúde não pode dar lucro? A não ser que o Estado (nós!) paguemos esses lucros para sustentar as empresas privadas de saúde? Ou as “público-privadas”? Que os métodos de gestão eficientes não são propriedade exclusiva de privados? (e quantas vezes ocorre o oposto!)

Gestão Privada na Saúde? Negócios! Pretendem “lucros” que mais não são do que desvios dos dinheiros públicos. Dos nossos Impostos.

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DOENTES DO HOSPITAL DE CASCAIS NÃO SÃO ATENDIDOS NO HOSPITAL DE CASCAIS

O Bloco de EsquHospital2erda de Cascais tem acompanhado atentamente o processo de construção do novo Hospital de Cascais em Alcabideche. Desde a celebração do contrato entre o Ministério da Saúde (através da Administração Regional de Saúde) e o grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP), cujo valor ascende, neste primeiro período de dez anos, a 400 milhões de euros, que o BE Cascais vê com inquietação a situação dos utentes que recorrem ao Hospital de Cascais.

Tomámos conhecimento de que existem, diariamente, doentes internados no Hospital de Cascais que se deslocam ao HPP das Lusíadas, a fim de efectuarem exames como TAC, Ecografias e até Raio X. Ao que parece, é frequente a deslocação de doentes, independentemente do seu estado de saúde, depois de chegados ao Hospital de Cascais, esperarem, serem atendidos, serem colocados em ambulâncias, levados para Lisboa, aí serem tratados em condições que não se afiguram as mais indicadas, e depois, novamente trazidos de ambulância para Cascais. Utentes das consultas externas são encaminhados para o HPP, a fim de fazerem ali os respectivos exames ambulanciamédicos prescritos, doentes internos dos cuidados intensivos em Cascais também, doentes ligados a máquinas, doentes deitados em macas nos corredores, doentes em pé à espera para serem atendidos, e à espera para serem levados de volta…Tudo isto os doentes que são deslocados para o HPP das Lusíadas têm de passar para receber os cuidados de saúde a que têm direito. Para além das deslocações destes doentes, muitos em estado muito grave, ainda ficam longos períodos à espera, a fim de voltarem ao Hospital de Cascais.

O Bloco de Esquerda sabe que estes procedimentos advêm da alteração do estatuto do Hospital de Cascais e das parcerias existente com os hospitais privados. Acreditamos que se o Hospital de Cascais continuasse a ter uma gestão pública, como defendemos que devem ser geridos todos os sectores que constituem pilares básicos na vida das pessoas, esta gestão seria mais próxima dos utentes, sancionada pelos mesmos, e melhorada com vista à melhor prestação de cuidados de saúde, que deve ser a função única dos Hospitais. Não sendo o que se passa com o Hospital de Cascais, o Bloco de Esquerda condena veementemente que, face à ausência de alternativas públicas para cerca dos 230 mil habitantes que recorrem aos cuidados deste Hospital, estes utentes se encontrem obrigados à enorme violência que representam estas deslocações, como se já não bastasse a situação de ter a saúde debilitada, o que não permite que se vislumbre objectivos futuros de centralização no doente e maior humanização na prestação destes cuidados.máscara

HOSPITAL DE CASCAIS ENVIA OS SEUS DOENTES PARA O HPP DOS LUSÍADAS, NO ALTO DOS MOINHOS

Há internados em Cascais com doenças graves nos corredores dos Lusíadas à espera de… um RX! O envio de doentes acamados e internados, ou mesmo da consulta externa, do Hospital de Cascais para o Hospital HPP dos Lusíadas, em Lisboa, a fim de realizarem exames complementares de saúde (TAC, Ecografias, RX e outros exames de imagiologia) é uma violência desnecessária e abusiva sobre as pessoas já fragilizadas pela doença!
Hospital CascaisO Bloco de Esquerda denunciou na Assembleia Municipal de Cascais de 27-11-2009, esta vertente na prestação de serviços de cuidados de saúde do actual Hospital de Cascais, sob a gestão do HPP (Grupo CGD) desde o início de 2009: apesar das anunciadas melhorias neste e nos serviços de urgência do futuro edifício do Hospital de Cascais, observamos este atentado ao direito à Saúde.
O serviço do HPP dos Lusíadas, hospital privado, parece ter-se vindo a degradar ao ponto de se criarem filas de cerca de 20 doentes, em pé, a aguardar a sua vez para a inscrição nos exames e de se observar escassez de funcionários administrativos neste serviço. Um simples sistema de senhas, que existirá num Hospital considerado “topo de gama”, é actualmente inexistente! Quanto aos acamados enviados pelo Hospital de Cascais, permanecem nos corredores do “luxuoso” HPP dos Lusíadas longas horas a aguardar a sua vez para os exames, seguidas de nova espera pelo transporte de regresso ao internamento em Cascais.

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