Um ano novo com mais justiça

São muitos os votos de bom ano novo, muitos sinceros, outros rotineiros. Mas precisamos mesmo de ano novo. Aqui têm, por isso, três desejos do meu ano novo:

1. Mais emprego com menos precariedade. Se é o problema principal do país, arregacemos as mangas. Governo e oposições, presidente e sociedade serão competentes se ajudarem a resolver a questão essencial. E não há outra forma senão a melhor distribuição. em vez de empresas com lucro despedirem, devolverem; em vez de horários de 60 horas, mais distribuição de trabalho; em vez de precariedade, qualificação.

2. Justiça a tempo. Que cumpra os prazos. Que seja igual para todos. Que abra os olhos e puna o crime económico.

3. Política com ideias e projectos. Quando temos um governo desesperado com a falta de maioria absoluta, um presidente em campanha eleitoral, instituições com pouca credibilidade, demagogia comunicacional, populismo à solta, mais necessária se torna uma politica quente, de pessoas, de direitos, de deveres, de participação, de empenho desinteressado, de causas e de valores.


Francisco Louçã

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